Taxa de crime por país

A Índia tem a segunda menor taxa de criminalidade do mundo, com cerca de 1,63 crimes por 1.000 habitantes. É o segundo país mais populoso do mundo, com aproximadamente 1,2 bilhões de residentes. A Índia é um caldeirão cultural: 18 línguas são reconhecidas como idiomas oficiais do país, incluindo o inglês e o hindi. Marcada por US Bureau of Diplomatic Security como um país de risco de crime “médio”, a Alemanha tem uma taxa bastante elevada de crime, comparada com muitos outros países de primeiro mundo. Os dados das Nações Unidas indicam que os maiores problemas na Alemanha são relacionados a roubo, assalto, furto, estupro e outros crimes sexuais ... Indicador de Qualidade de Vida por País; Crime; Taxa do Indicador de Crime (Atual) Indicador de Crime; Indicador de Crime por País; Saúde; Indicador de Saúde (Atual) ... Os nossos dados de cada país são baseados em todas as entradas de todas as cidades desse país. Tweet. Por Cidade no Brasil. Posição. Cidade. A taxa de crime dos reclusos libertados devido à pandemia foi de 1,8 por cento. Segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, apenas dois em cada 100 presos perdoados reincidiram no crime. De acordo com o relatório mais recente, com dados até o último domingo (23), o País voltou ao patamar de 1 na taxa de transmissão (Rt). Nesse nível, cada infectado transmite a doença para ... 21.26: Baixo: Preocupação sobre ser sujeito a um ataque físico devido à sua cor de pele, origem étnica, sexo ou religião A América Central é vista como a região mais violenta e perigosa para se viver. O país com maior taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes é El Salvador (62,1), seguido de Jamaica (57) e Honduras (41,7). Na América do Sul, a Venezuela lidera (56,8), seguida do Brasil (30,5). A taxa brasileira é cinco vezes maior que a média global ... Porque usar a taxa por 100 mil Indicadores como a taxa por cem mil habitantes são proporcionais ao tamanho da população em questão, logo, eles permitem comparar populações (países, cidades, bairros) de tamanhos diferentes. Dividindo o indicador por fatias menores de pessoas, é possível entender a distribuição geográfica de forma mais significativa. Nessas áreas foram implementadas medidas direcionadas de prevenção do crime que visam explicitamente lugares, pessoas e momentos associados a uma alta concentração de crimes. Em todo o país, o homicídio de forças policiais foi em média de 14,9 por cada 100 mil habitantes. O país, ao lado do Peru e do Uruguai, destaca-se com aumentos ... A taxa de crime dos presos libertados devido à Pandemia foi quase nula. Só dois em cada 100 reclusos perdoados reincidiram no crime. A ameaça da Covid-19 tirou dois mil presos das cadeias ...

Não existe argumento lógico contra a legalização do aborto

2020.08.20 18:47 eidbio Não existe argumento lógico contra a legalização do aborto

Criminalizar o aborto não impede as mulheres de abortar. Os "defensores da vida" até sabem disso, mas usam o argumento de que "assassinar pessoas é crime e nem por isso as pessoas deixam de cometer homicídio".
Essa comparação não faz sentido.
Para o Estado impor medidas q reduzam o número de assassinatos, é preciso manter o assassinato como crime. Com o aborto a situação é diferente, pois manter como crime tira o controle do Estado sobre a prática. Desse modo, as mulheres continuam abortando, tanto quanto ou talvez até mais do q caso a prática fosse legalizada, só q de forma perigosa na maioria das vezes.
Ou seja, criminalizar é uma política q simplesmente não reduz o número de abortos. País nenhum do mundo conseguiu reduzir os abortos mantendo a prática como crime. Sim, é verdade q nem todos q legalizaram conseguiram reduzir, mas isso porque existem outras variáveis em jogo como a redução da desigualdade social, mais informação e um sistema de saúde de qualidade e acessível a todos.
Isso é teoria dos conjuntos básica: o conjunto dos países q reduziram os abortos está inserido dentro do conjunto dos países q legalizaram.
Portanto, as alternativas são:
As mulheres continuam abortando, mas o país permanece com uma alta mortalidade materna e com poucas chances de conseguir reduzir o número de abortos.
ou
As mulheres continuam abortando, mas a taxa de mortalidade materna cai e o país tem a chance de reduzir o número de abortos caso consiga melhorar o sistema de saúde.
Qual dessas alternativas parece melhor? Eu não estou nem entrando na discussão sobre oq é uma vida ou não. Estou apenas mostrando a hipocrisia e a incoerência de quem se posiciona contra a legalização do aborto.
Sei q esse texto parece óbvio pra maioria de vcs, mas acho q numa sociedade como a nossa todo mundo deveria entender isso de uma vez.
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2020.08.07 00:51 Mr_Libertarian Não é por causa da pandemia, é por causa da quarentena, seu estúpido

Por: Javier Milei
  1. O debate e os dados Desde a chegada do Covid-19, foi instalado um debate que, diante da queda no nível de atividade econômica, emprego, salários reais e um aumento repentino no número de pobres e necessitados, procura remover a responsabilidade do governo do desastre econômico e, mais cedo ou mais tarde, social, culpando a pandemia e não a política preferida do governo para lidar com o vírus, ou seja, a quarentena. O argumento é simples, a pandemia é um choque externo, enquanto a quarentena é de responsabilidade exclusiva do governo. A primeira coisa que devemos destacar é que a economia argentina já estava seguindo um caminho ruim desde meados de 2018, quando a economia entrou em recessão novamente, e que o atual governo falhou em reverter essa tendência. Especificamente, os dados do PIB do primeiro trimestre deste ano mostram uma queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. De qualquer forma, isso não representa evidência suficiente para apontar má administração, pois, contra o freio de uma tendência de queda, os dados interanuais geralmente mostram um sinal negativo, que é a base do que é definido como arrasto estatístico. No entanto, quando o indicador é mostrado em termos dessazonalizados, encontramos uma queda de 4,8% em relação ao trimestre anterior, que é de responsabilidade do novo governo. Além disso, as ações do governo são percebidas a partir dos números, pois enquanto o consumo privado cai 6,8%, o investimento 9,7%, exportação 13,4% e importação 7,6%, o único item com sinal positivo foi o consumo público em 1,6%. Ao mesmo tempo, o indicador mensal de atividade de frequência (EMAE) também mostra uma queda colossal. Assim, em março, mesmo com apenas dez dias após a imposição da quarentena, a atividade caiu 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto em abril a produção do país caiu 26,4% (acumulando uma retração de 11% ano/ano até agora este ano), que constitui a maior queda na história da Argentina. Portanto, à luz dos números assustadores envolvendo a economia e, dadas as críticas de terem se apoiado fortemente na opinião de infectologistas, o governo começou a impor a história de que o problema não foi quarentena, e sim a pandemia. Para isso, ele mostrou os números de queda do PIB para diferentes países do mundo, com base nas estimativas do FMI. Nesse sentido, é importante ressaltar que a Organização Multilateral estima que o PIB mundial cairá 4,9%, enquanto a queda Argentina será de 9,9%, o que coloca o país entre os países com os piores índices de desempenho mundial, onde, por coincidência, nos países com as quarentenas mais duras, a taxa de queda é maior.
  2. Pandemia ou fraudemia Há uma piada que diz que haviam dois microeconomistas (que olham para tudo em termos relativos) e um diz para o outro “Olá, como está sua esposa?” e ele responde “Comparado a quê?” Aqui vale o mesmo. Se alguém quiser entender os efeitos letais do Covid-19, a primeira coisa a considerar é: como é a dinâmica da população em termos de mortes? Nesse sentido, a primeira coisa a ser compreendida é que, ao longo deste ano, de acordo com estudos demográficos das Nações Unidas, 60 milhões de pessoas morrerão no planeta, ou seja, cerca de 165.000 pessoas por dia ao longo do ano em todo o mundo. Por outro lado, ao analisar as mortes do Covid-19 em todo o mundo, foram necessários pouco mais de 100 dias para atingir esse número, ou seja, estaríamos em torno de 1% das mortes no mundo (mesmo em uma linearização favorável ao Covid-19). Além disso, se compararmos com o caso da gripe espanhola, que é o caso com o qual a Organização Mundial da Saúde ameaçou o mundo, o nível de desproporção é absurdamente enorme. Especificamente, a gripe espanhola ocorreu do final de 1918 até o início de 1920, infectou um terço do planeta Terra e matou 6% dos infectados (= taxa de mortalidade). Ou seja, a gripe espanhola matou 39 milhões de pessoas, o que representou 2% da população total do planeta Terra. Se alguém replicasse os números, para os níveis populacionais de 2020, estaríamos falando de 2,6 bilhões de infectados e um total de 156 milhões de mortes pelo Covid-19, enquanto extrapolar linearmente os dados hoje daria um total de 20 milhões de infectados e 1 milhão de mortos. Ou seja, a OMS errou no número de infectados em 130 vezes e no número de mortes em 156 vezes. Além disso, dado que, durante o primeiro semestre, a mídia televisiva mostrou continuamente gráficos com o número de mortes de Covid-19 em todo o mundo, se o vírus em questão tivesse a mesma letalidade da gripe espanhola, os gráficos deveriam ter mostrado que 427.397 pessoas morrendo por dia, número que o Covid-19 teve dificuldade de atingir em cinco meses. Portanto, à luz dos dados apresentados, somos confrontados com duas interpretações. Por um lado, é que a Organização Mundial da Saúde tem um sério problema com o uso de matemática e estatística, o que a levou a cometer um grande erro. Por outro lado, eles fizeram isso de uma maneira totalmente intencional. No entanto, seja qual for o motivo, a questão é que o Covid-19 não é apenas incomparável a gripe espanhola, mas é questionável defini-lo como uma pandemia.
  3. Quarentena e economia De acordo com os números apresentados e os erros mais do que grosseiros cometidos pela OMS nas estimativas que sustentaram suas recomendações, também é importante quanto da queda do PIB mundial é atribuível ao Covid-19 (ou seja, à fraudemia) e quanto atribuível a quarentena, um exercício que faz sentido, pois, além das diferenças entre os diferentes modelos de quarentena implementados no mundo, todos eles foram colocados em algum tipo de quarentena. À luz dos pressupostos da Organização Mundial da Saúde e, especialmente, dos infectologistas que apontaram que a pandemia de Covid-19 seria equivalente à “peste espanhola”, um trabalho econométrico realizado por Robert Barro, José Ursua e Joanna Weng procurou determinar o impacto que teria no crescimento da produção e do consumo, tanto em termos per capita, quanto na taxa de retorno dos títulos do Tesouro e na taxa de inflação no mundo, se a hipótese dos especialistas em Saúde fosse correta. Por sua vez, para estudar o impacto da gripe espanhola (para assimilar posteriormente com o caso Covid-19), o período de análise decorre de 1901 a 1929, onde ocorre o corte na série temporal daquele ano, explicado pela presença da Grande Depressão. A partir disso, para os 42 países que fazem parte do estudo transversal, os valores das mortes fora do período da praga espanhola 1918-1920 e das mortes da Primeira Guerra Mundial 1914-1918 são zerados. Além disso, vale a pena notar que, embora a data de 1901 possa ser um tanto arbitrária, as estimativas a partir de 1870 dão resultados semelhantes. Assim, com base nos resultados econométricos obtidos, os autores do estudo determinam que, se o número de mortes por Covid-19 fosse semelhante ao da peste espanhola, a taxa de declínio no crescimento do produto per capita seria 6%, enquanto no caso do consumo per capita seria de 8%. Por outro lado, se considerarmos que a taxa de crescimento do PIB, para valores menores, pode ser equiparada à soma da taxa de crescimento do PIB/c mais a da população (líquida entre o crescimento natural e o efeito da doença), o PIB mundial mostraria uma retração na taxa de crescimento de 7 pontos percentuais. Portanto, dado que as estimativas da queda na taxa de crescimento de acordo com a estimativa do FMI (usando outra metodologia e analisando país por país) estão na mesma linha do trabalho de Barro-Ursua-Weng, assimilando o Covid- 19 ao caso da gripe espanhola, dado que o vírus mostrou uma letalidade pelo menos 156 vezes menor, a origem da retração é a quarentena e não a fraudemia. Em outras palavras, dado que as mortes por Covid-19 seriam de 0,013% para o mundo inteiro, a taxa de crescimento do PIB per capita deveria ter caído 0,038%. Assim, a quarentena global é responsável por 99,27% da queda do PIB. Se, por sua vez, consideramos a Argentina a principal aluna da OMS, a atrocidade causada pelo governo Alberto Fernández a pedido do grupo de consultores em doenças infecciosas é óbvia. Essa situação se torna muito mais grave quando se considera que, devido à dinâmica global do vírus, o país não apenas teve mais tempo, mas também muito mais informações.
  4. Um remédio pior que a doença Embora esteja claro que o modelo de quarentena teve um efeito devastador na taxa de crescimento mundial, esse erro se torna ainda mais chocante ao considerar os impactos no mercado de trabalho. Nesse sentido, estudos da Organização Mundial do Trabalho estimaram que, durante o primeiro trimestre do ano, 4,5% das horas trabalhadas no mundo foram perdidas, o que implica que 130 milhões de empregos foram perdidos, enquanto, em comparação com uma perda de 10,5 horas durante o segundo trimestre do ano, o número de empregos perdidos atingiu 305 milhões. Ao mesmo tempo, a destruição de milhões de empregos fez com que o salário médio do mundo caísse 60%. Ao mesmo tempo, considerando que 62% dos trabalhadores do mundo trabalham no setor informal e que 47 pontos desses 62 foram impactados significativamente pela quarentena promovida pela Organização Mundial da Saúde, o número de trabalhadores informais abaixo da linha de pobreza no mundo passou de 26% para 59%. Por outro lado, de acordo com as estimativas do Programa Mundial de Alimentos (PMA), juntamente com os resultados derivados do “Relatório Global sobre Crises Alimentares 2020” (preparado em conjunto com a Rede de Informações sobre Segurança Alimentar da FAO e o Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares), indicou que, antes da chegada do Covid-19, cerca de 135 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar. No entanto, o que se observa é que o desenho da resposta (quarentenas estritas) para resolver os efeitos do vírus chinês confronta os países com um trade-off desafiador entre salvar vidas ou os meios de subsistência. Dessa maneira, salvar vidas do coronavírus, dado o modelo de quarentena, está levando à fome. Em termos concretos, a pesquisa do PAM indica que mais 130 milhões de pessoas serão levadas ao limite da fome, porque o número total de pessoas em insegurança alimentar subirá para 265 milhões de seres humanos. Portanto, com base nisso e de acordo com os estudos do PAM, 300.000 pessoas por dia passarão fome no mundo, por pelo menos um período de três meses, ou seja, cerca de 27 milhões de pessoas passarão fome graças ao modelo de quarentena promovido pela OMS. Em resumo, tudo isso mostra que o remédio está sendo muito pior que a doença.
  5. Quarentena: um crime contra a humanidade Como apontam Ricardo Manuel Rojas e Andrea Rondón García no livro “A supressão sistemática dos direitos de propriedade como um crime contra a humanidade”, o estudo dos tipos de crimes contra a humanidade ou genocídios, de acordo com a definição em convenções específicas ou no Estatuto de Roma, adverte que esses crimes estão fundamentalmente ligados ao exercício de ações sistemáticas e violentas destinadas a eliminar ou suprimir certos grupos. Ao mesmo tempo, vale ressaltar que não apenas a agressão física direta pode constituir um crime contra a humanidade, mas esse objetivo também pode ser buscado e alcançado por meio de ações que não sejam diretamente violentas, como a supressão sistemática dos direitos de propriedade à um nível que impossibilite a subsistência da população. Nesse sentido, podemos ver claramente que a supressão sistemática dos direitos de propriedade pelo Estado implica remover a base de apoio econômico do indivíduo, que enfrenta um dilema existencial. Por um lado, defender sua propriedade enfrentando o avanço expropriador do Estado e que, no final, acabará com sua vida pela fome. Assim, o Estado acabará assassinando-o por um caminho indireto (e cuja transição poderia ser enquadrada como tortura). Por outro lado, a opção de ceder humildemente aos caprichos da hierarquia do Estado e, assim, tornar-se escravo. Portanto, no primeiro caso, o direito à vida é aniquilado, enquanto no segundo, o direito à liberdade. Dentro da lógica dessa análise, os casos mais rigorosos de quarentena, como o da Argentina, levam a um crime contra a humanidade. Assim, quando o Estado impõe quarentena, isso implica a supressão geral do exercício dos direitos de propriedade por grande parte da sociedade civil. Especificamente, o que a medida faz é suprimir completamente a renda das empresas, exigindo que elas continuem pagando impostos, sustentando o mesmo número de trabalhadores e não permitindo a redução de salários – o resultado de tudo isso simultaneamente é que, durante o processo, as empresas primeiro consomem capital de giro e depois usam as economias dos proprietários das empresas, que no final acabará quebrando as empresas e empobrecendo seus proprietários. Nesse sentido, não apenas há enormes danos a todas as camadas da sociedade resultantes da destruição de capital, mas também deixa o setor privado desamparado diante de um governo que está avançando com pretensões totalitárias. Portanto, o impulso de um modelo de quarentena extremamente rígida e por um período exageradamente longo não apenas permite o avanço dos governos sobre a vida da população com pretensões totalitárias, mas também que os governos se tornem verdadeiras máquinas de violação maciça dos direitos individuais e como, nessa tarefa, a violação dos direitos de propriedade é essencial para alcançar os objetivos, essas ações são alcançadas por várias das cláusulas do Estatuto de Roma e pelas leis internas que adotaram.
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2020.06.05 10:22 eusoulegal6 A ameaça muçulmana(Leia até o final)

Falando de maneira direta e resumida, vou provar de uma vez por todas como os Muçulmanos, de maneira geral(E não uma minoria), são um povo maligno, bárbaro, cruel e violento.
O texto vai ter fontes para provar tudo que eu falo e rebater todos os argumentos dos marxistas que dizem se tratar apenas de "uma minoria violenta" e coisas do gênero. Mande para seu amigo esquerdista e, mais importante, leia até o final.
Todos nós conhecemos as imagens de grupos terroristas Islâmicos: Homens exibindo fuzis[1], granadas[2] até lança foguetes[3] muitas vezes no meio da rua. Essas organizações têm diferentes nomes e ideologias[4]. Porém agem da mesma maneira:
Dominam regiões do Oriente Médio através da violência e então passam a impor suas leis bárbaras[5]. E quem não seguir estará sujeito a ser fuzilado[6], queimado vivo[7] ou até mesmo ter membros arrancados[8].
E, claro, o estupro e violência sexual também são rotineiramente praticados por esses grupos[9]
Nas regiões dominadas por esse grupos é também praticada a intolerância religiosa. Com homens violentos causando terror a quem tenha alguma religião diferente do seu islamismo[10]
E essas regiões não são poucas nem estão distantes das grandes cidades e capitais Arabes. Na verdade, em uma das maiores cidades e o maior ponto turístico do Oriente Médio, nada menos que 843 regiões operam sobre domínio de células terroristas[11].
Só em 2019, foram 7 mil tiroteios nesta mesma cidade, que tiveram como vítimas diversas crianças. Algumas, inclusive, mortas nas mãos de agentes do governo.[12]
Ou seja, se você acha que esses grupos são um ponto fora da reta e o governo oficial dos países muçulmanos são heróis que lutam contra eles, está muito enganado. A polícia religiosa do Islã é a que mais mata do mundo[13], agindo com muita violência e protagonizando inclusive casos de estupro[14].
Geralmente, quando o governo consegue conquistar uma região antes dominada por essas organizações violentas, muitas vezes os próprios policiais passam a dominar ditatorialmente aquela área, extorquindo sua população e agindo da mesma maneira cruel que o grupo agia[15]
E se por acaso você viver la e quiser ser uma pessoa de bem e estudar, pode acabar tendo sua aula interrompida por tiros[16] ou estupros que acontecem TODOS OS DIAS dentro de escolas[17]
Quando começo a dizer isso a um grupo de pessoas, sempre tem um esquerdista apologista para defender os Muçulmanos com argumentos pra lá de fracos. E vou refutar um por um.
“Ah, mas os grupos terroristas são minoria(apesar de já ter mostrado como agentes de governos oficiais também agem como terroristas), a maioria da população muçulmana repudia esses grupos”
Repudia mesmo? Vamos analisar:
Um dos maiores eventos religiosos do Oriente Médio, que chega a reunir 25 mil pessoas, tem fortes indícios de ser financiado pelos grupos terroristas[18]. Nele, frases de apoio a esses grupos são declaradas e repetidas publicamente[19] e fuzis são ostentados[20].
Ou seja, se você ainda acha que esses grupos não tem apoio da população, basta ver algumas imagens de membros do ISIS carregando armas de uso restrito militar em alguns das maiores festividades Islâmicas.[20]
Se isso ainda não te convence, vamos ver os representantes da população islâmica: Com quase 60 milhões de votos que são a maioria, e não minoria, do Oriente Médio, Abdul-Hafiz foi eleito como maior líder religioso Islâmico. E o que pensa esse homem? Bem…
Abdul-Hafiz já declarou ser favorável à tortura[21], tem familiares com fortes ligações com grupos terroristas[22] e já homenageou e chamou de herói um dos maiores torturadores da Arábia, que tinha como hábito se masturbar enquanto torturava mulheres inclusive enfiando animais vivos em suas vaginas[23]
E nada disso o impediu de ser eleito e idolatrado por uma maioria. Ou seja, não, não se trata casos isolados. Mas sim um povo bárbaro e incivilizado.
Esquerdistas apologistas muitas vezes tentam relativizar essas atrocidades dizendo “ah, mas crimes, assassinatos e estupros existem em qualquer parte do mundo”, porém, uma rápida consulta aos números refuta essa falsa comparação:
Enquanto a taxa de homicídio média do mundo é 7,6 o Oriente Médio tem uma taxa de homicídios de 31,6. Ou seja, os Muçulmanos matam 4 vezes mais que o média.[24]
Você acha o México e seus cartéis violentos? Paraguai, Colômbia… Todos esses tem taxas de homicídio menores que o Oriente Médio[25]. Não à toa, é a região com mais homicídios do mundo[26]. Então sim, existem crimes em todo o mundo, mas não no número em que os Muçulmanos praticam.
Mas se você ainda não está convencido e acha que são um povo bonzinho, pode ir lá! Assim fez um turista Lituano que foi morto e teve sua esposa estuprada quando visitou a Palestina[27], ou como fez uma turista americana que foi sequestrada e estuprada oito vezes em uma visita ao Irã[28]. Vai lá visitar, vai!
Ou claro, faça como os Europeus e abra as fronteiras para que eles possam cometer crimes em seu país[29]
Eu poderia continuar e falar como 180 mulheres são estupradas por dia no Oriente Médio, sendo que mais da metade tem menos de 13 anos[30] ou sobre como muitos dos líderes e tempos religiosos islâmicos têm ligações com grupos terroristas[31], mas seria mais do mesmo.
Se ainda tem alguma dúvida, basta ler as atrocidades presentes no livro sagrado desse povo. Nele, "Ala" permite e legitima o assassinato de mulheres e crianças, a escravidão, a misoginia e outras coisas de embrulhar o estômago.[32]
Muçulmanos são um povo cruel e devem sim ser generalizados, para segurança nossa e de nossas famílias.
E aí, te convenci? Pois pense de novo. Tudo que eu falei nesse texto é na verdade sobre o brasileiros
Fontes
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2020.06.05 10:20 eusoulegal6 A ameaça muçulmana(Leia até o final)

Falando de maneira direta e resumida, vou provar de uma vez por todas como os Muçulmanos, de maneira geral(E não uma minoria), são um povo maligno, bárbaro, cruel e violento.
O texto vai ter fontes para provar tudo que eu falo e rebater todos os argumentos dos marxistas que dizem se tratar apenas de "uma minoria violenta" e coisas do gênero. Mande para seu amigo esquerdista e, mais importante, leia até o final.
Todos nós conhecemos as imagens de grupos terroristas Islâmicos: Homens exibindo fuzis[1], granadas[2] até lança foguetes[3] muitas vezes no meio da rua. Essas organizações têm diferentes nomes e ideologias[4]. Porém agem da mesma maneira:
Dominam regiões do Oriente Médio através da violência e então passam a impor suas leis bárbaras[5]. E quem não seguir estará sujeito a ser fuzilado[6], queimado vivo[7] ou até mesmo ter membros arrancados[8].
E, claro, o estupro e violência sexual também são rotineiramente praticados por esses grupos[9]
Nas regiões dominadas por esse grupos é também praticada a intolerância religiosa. Com homens violentos causando terror a quem tenha alguma religião diferente do seu islamismo[10]
E essas regiões não são poucas nem estão distantes das grandes cidades e capitais Arabes. Na verdade, em uma das maiores cidades e o maior ponto turístico do Oriente Médio, nada menos que 843 regiões operam sobre domínio de células terroristas[11].
Só em 2019, foram 7 mil tiroteios nesta mesma cidade, que tiveram como vítimas diversas crianças. Algumas, inclusive, mortas nas mãos de agentes do governo.[12]
Ou seja, se você acha que esses grupos são um ponto fora da reta e o governo oficial dos países muçulmanos são heróis que lutam contra eles, está muito enganado. A polícia religiosa do Islã é a que mais mata do mundo[13], agindo com muita violência e protagonizando inclusive casos de estupro[14].
Geralmente, quando o governo consegue conquistar uma região antes dominada por essas organizações violentas, muitas vezes os próprios policiais passam a dominar ditatorialmente aquela área, extorquindo sua população e agindo da mesma maneira cruel que o grupo agia[15]
E se por acaso você viver la e quiser ser uma pessoa de bem e estudar, pode acabar tendo sua aula interrompida por tiros[16] ou estupros que acontecem TODOS OS DIAS dentro de escolas[17]
Quando começo a dizer isso a um grupo de pessoas, sempre tem um esquerdista apologista para defender os Muçulmanos com argumentos pra lá de fracos. E vou refutar um por um.
“Ah, mas os grupos terroristas são minoria(apesar de já ter mostrado como agentes de governos oficiais também agem como terroristas), a maioria da população muçulmana repudia esses grupos”
Repudia mesmo? Vamos analisar:
Um dos maiores eventos religiosos do Oriente Médio, que chega a reunir 25 mil pessoas, tem fortes indícios de ser financiado pelos grupos terroristas[18]. Nele, frases de apoio a esses grupos são declaradas e repetidas publicamente[19] e fuzis são ostentados[20].
Ou seja, se você ainda acha que esses grupos não tem apoio da população, basta ver algumas imagens de membros do ISIS carregando armas de uso restrito militar em alguns das maiores festividades Islâmicas.[20]
Se isso ainda não te convence, vamos ver os representantes da população islâmica: Com quase 60 milhões de votos que são a maioria, e não minoria, do Oriente Médio, Abdul-Hafiz foi eleito como maior líder religioso Islâmico. E o que pensa esse homem? Bem…
Abdul-Hafiz já declarou ser favorável à tortura[21], tem familiares com fortes ligações com grupos terroristas[22] e já homenageou e chamou de herói um dos maiores torturadores da Arábia, que tinha como hábito se masturbar enquanto torturava mulheres inclusive enfiando animais vivos em suas vaginas[23]
E nada disso o impediu de ser eleito e idolatrado por uma maioria. Ou seja, não, não se trata casos isolados. Mas sim um povo bárbaro e incivilizado.
Esquerdistas apologistas muitas vezes tentam relativizar essas atrocidades dizendo “ah, mas crimes, assassinatos e estupros existem em qualquer parte do mundo”, porém, uma rápida consulta aos números refuta essa falsa comparação:
Enquanto a taxa de homicídio média do mundo é 7,6 o Oriente Médio tem uma taxa de homicídios de 31,6. Ou seja, os Muçulmanos matam 4 vezes mais que o média.[24]
Você acha o México e seus cartéis violentos? Paraguai, Colômbia… Todos esses tem taxas de homicídio menores que o Oriente Médio[25]. Não à toa, é a região com mais homicídios do mundo[26]. Então sim, existem crimes em todo o mundo, mas não no número em que os Muçulmanos praticam.
Mas se você ainda não está convencido e acha que são um povo bonzinho, pode ir lá! Assim fez um turista Lituano que foi morto e teve sua esposa estuprada quando visitou a Palestina[27], ou como fez uma turista americana que foi sequestrada e estuprada oito vezes em uma visita ao Irã[28]. Vai lá visitar, vai!
Ou claro, faça como os Europeus e abra as fronteiras para que eles possam cometer crimes em seu país[29]
Eu poderia continuar e falar como 180 mulheres são estupradas por dia no Oriente Médio, sendo que mais da metade tem menos de 13 anos[30] ou sobre como muitos dos líderes e tempos religiosos islâmicos têm ligações com grupos terroristas[31], mas seria mais do mesmo.
Se ainda tem alguma dúvida, basta ler as atrocidades presentes no livro sagrado desse povo. Nele, "Ala" permite e legitima o assassinato de mulheres e crianças, a escravidão, a misoginia e outras coisas de embrulhar o estômago.[32]
Muçulmanos são um povo cruel e devem sim ser generalizados, para segurança nossa e de nossas famílias.
E aí, te convenci? Pois pense de novo. Tudo que eu falei nesse texto é na verdade sobre o brasileiros
Fontes
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2020.04.25 15:23 desonradoimperdoavel Vale a pena sair do Brasil?

Bom Dia! Ontem já havia feito um post, e hoje, estou fazendo outro com uma pergunta que fica batendo na porta a todo momento: vale a pena sair do Brasil?
Bem, eu sei que com a COVID-19 fica impossível de sair no momento, mas, e depois? Aqui no Brasil a Saúde é muito precária, hospitais e UPAS, sem médicos ou medicamentos o suficiente. Agora com a pandemia, a saúde pública está um caos completo.
Os policiais são treinados, tem sua devida proteção e etc, mas alguns, não a maioria, geralmente são abusivos, sempre agredindo de uma forma violenta, eu sei, é merecido, mas, agredir ao ponto de quebrar? já é demais, até mesmo pra uma autoridade, além de alguns se acharem o chefe do parquinho, e culpar qualquer um pelo crime, além de alguns serem corruptos.
A educação do Brasil, tem seus altos e baixos, o público infelizmente tem professores que só ficam colocando matéria atrás de matéria e dane-se, salas extremamente lotadas de alunos que não ligam pro futuro, poucos estão ali para se esforçar mesmo. Há notícias de maconha sendo vendida em colégio público, já que, os jovens sempre são o público alvo de traficantes, se eu estiver errado, por favor, me corrija nos comentários, que irei editar o meu post. Nunca estudei em um colégio público, só estou digitando coisas que parentes e professores falaram.
A política do Brasil, bem, acho que não tem muita coisa pra se falar, né? Lava Jato, trocar o ministro da Saúde no meio de uma pandemia, impeachment e etc.
A Cultura, pra mim, é um pouco questionável. Quer um exemplo de algo questionável? Carnaval.
Bem, falei sobre os pontos negativos do Brasil, agora irei falar sobre os pontos positivos.
Diferente de outros países no Brasil, você pode ser o que bem entender. No Japão, Coreia e outros países com ensino rigoroso, e pais exigentes, você tem que se esforçar pra conseguir no mínimo uma aprovação, e se você não conseguir, se prepara para uma decepção enorme. Geralmente nesses países, mesmo antes de nascer, você tem seu futuro decidido pelos pais. No Brasil, não, você é livre para ser o que quiser, logicamente, haverá pessoas te olhando de forma torta, mas, ninguém irá te forçar a nada que não queira.
A Cultura é bem diversificada, várias pessoas de outros países vem e moram no Brasil, por conta de oportunidades que aparecem. Assim, trazendo um pouco da cultura de outro lugar.
Brasileiros, em sua grande parte, são bem receptivos com estrangeiros.
Pontos turísticos interessantes: Cristo Redentor, é um deles.
Se você fala mais de uma língua, parabéns! Você possivelmente terá uma oportunidade maior do que os demais, principalmente se você fala inglês.
Há muitos pontos negativos e positivos, mas dei destaque as quais achei mais importantes. Juntando isso tudo, o que eu pergunto é: vale a pena sair do Brasil para procurar uma oportunidade melhor?
Eu tenho 15, quase indo para meus 16 anos de idade, e sempre tive essa duvida de ir ou não estudar fora do Brasil. Falo Inglês fluentemente, e Japonês, não de forma fluente, mas sei o básico pelo menos.
Eu falo com meu amigo sobre ir para fora tentar um algo, mas, ele sempre olha com uma cara de desaprovação, como se eu estivesse deixando o país na mão quando ele mais necessita.
Sempre quis ajudar os outros, disse para minha avó doar os meus antigos brinquedos e roupas, já que não tinha mais idade para brincar e algumas roupas não se encaixavam mais em mim, tudo em perfeito estado, e se algumas não estivessem, jogava fora, mas ela se recusou, motivo? não faço ideia.
No Brasil, infelizmente, tem pessoas que necessitam de ajuda, por conta das drogas, bebidas em excesso, abandono de menor, maus tratos, grandes taxas de homicídio, mulheres sendo violentadas, suicídio e depressão. E essas pessoas precisam de ajuda.
Realmente não sei se vale a pena deixar o Brasil.
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
(Limite de Caracteres continua nos Comentários)
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2020.04.11 06:07 ropeserif Problematizando a quarentena

Na internet por onde circulo, a adesão ao isolamento social é quase unânime e qualquer tentativa de questioná-lo é tachada de negacionismo. Os lugares que frequento são o Twitter, boa parte dele de esquerda, o Reddit, jornais de várias vertentes, programas jornalísticos da Globo e canais do YouTube. É um ambiente bem heterogêneo que costuma discordar em inúmeros temas (como racismo ou violência, por exemplo), mas que está bem alinhado a favor do isolamento social. Esse fenômeno merece um olhar.
Por que ficamos em casa? E, mais precisamente, por quem? O biólogo Átila Iamarino alcançou grande projeção recentemente por divulgar um estudo do Imperial College de Londres que estimava em 1 milhão o total de mortes só por COVID-19 se nada fosse feito no país. O número parece assombroso. Somem-se a essas mortes aquelas decorrentes da esperada paralisia do sistema de saúde, e teríamos muito mais gente morta por conta de uma cadeia de acontecimentos disparada por um vírus. Uma catástrofe à espreita.
A taxa de mortalidade do Brasil, que estima quantas pessoas morrem em um ano, é de mais ou menos 6 mortes/1000 habitantes. Isso dá cerca de 1,2 milhão de pessoas mortas todos os anos no Brasil. Como em qualquer outro lugar do mundo, as pessoas morrem de várias causas. Mas em qualquer acepção de "morte natural" que se tenha, é fácil ver que uma parte das mortes poderia ser classificada como evitável. É fácil pensar nas causas evitáveis dessas mortes, a exemplo: mortes violentas, acidentes de trânsito, suicídios, desnutrição infantil, fome, mortes violentas decorrentes de crimes de ódio, doenças tratáveis que não foram identificadas a tempo, doenças tratáveis cujo tratamento não estava acessível... Há inúmeras situações que geram morte e que poderiam ser evitadas. Mas por algum motivo, a sociedade brasileira se organizou em torno de 1,2 milhão de mortes anuais e não se mobiliza pra diminuir esse número. É importante perceber que esse número poderia ser melhor se algum tipo de ação coletiva fosse implementada, não importa qual fosse o custo dela.
Talvez você esteja pensando agora que os mortos anuais do Brasil se somariam ao mortos por COVID-19 se nada fosse feito, dobrando a mortalidade do país e marcando a nossa história. Mas não necessariamente. Primeiro, as pessoas que já morrem no país não são necessariamente as mesmas que morreriam de COVID-19. E, segundo, algumas pessoas que morressem de COVID-19 poderiam vir a morrer depois de outra coisa (qualquer outra coisa). Então não é questão de simplesmente somar os números pra estimar. Mas, claro, o número de mortes aumentaria. Algumas pessoas que não morreriam este ano, acabariam morrendo de COVID. Quem são essas pessoas?
Essas pessoas são as vulneráveis, é nelas que as pessoas pensam primeiro. Todo mundo imagina o horror que seria essa doença na favela. Então, a gente gosta de acreditar que está em casa pra proteger essas pessoas. Nos faz bem, a gente se sente nobre. É legal pensar que estamos em casa pra evitar a sobrecarga dos hospitais, que estamos ajudando os profissionais de saúde a trabalhar com menos estafa. Mas há algumas outras verdades que não queremos ver. A mais óbvia é que estamos em casa pra nos proteger, a nós e nossa família. Outras são menos claras e estão sendo escamoteadas por aí.
Dentre os ministros do Bolsonaro, a idade média é 56,7 anos. Algumas figuras-chave são idosas, como: Onyx (66), Paulo Guedes (70) e Augusto Heleno (72). Todos, com exceção de Ricardo Salles (44), estão na faixa que tem maior incidência de casos de coronavírus (45 anos). A idade média da Forbes 500 é 58 anos. Nem preciso mencionar que várias dessas pessoas são homens brancos. Pois bem, homens brancos milionários e/ou poderosos são idosos. Eles estão na faixa de risco. O próprio Bolsonaro tem 65 anos. Isso significa que são as vidas de pessoas como essas que estamos salvando ao ficarmos em casa. Claro, estamos salvando outras também, mas pode colocar essa galerinha bacana na lista. Joseph Safra (82), o banqueiro mais rico do mundo? Põe na lista.
É de se espantar, portanto, que quando a água bate na bunda dessa elite, a sociedade pare? Talvez vocês estejam convencidos de que a questão "economia x saúde" se trata simplesmente de dinheiro versus vida, como se vida e dinheiro estivessem em pólos opostos. Nesse caso, sinto informar que você precisa passar mais tempo na Terra. Como bem diz uma personagem de Frank Ocean, em Not just money:
Stop thinking of this as being money
It's just money, I'ma make more
No, no no no no no
Please de-condition yourself
It's not just money
It's happiness
It's the difference between happy, being happy and sad
It's the difference between having a home and living on the streets
That's what it is, it's not just money
Então quando a sociedade para, ainda que não tenha parado completamente, pessoas são demitidas; pessoas são colocadas em férias coletivas e não sabem se ainda vão ter emprego quando acabar; pessoas perdem acesso às refeições que tinham na escola e passam a viver de arroz; pessoas passam a ter dificuldades pra pagar suas contas mais básicas como água, luz e gás; pessoas passam a ter dificuldades de viver e passam a sobreviver. Quem pode ficar em casa de home office não sofre esse impacto. Mas milhões, muito mais que milhões, não têm esse luxo e dependem de uma cidade em que circula gente pra poder fazer o dinheiro do dia. Todas essas situações podem desencadear outras, disparando uma rede complexa de mazelas que é difícil medir, mas que acaba por reduzir drasticamente o significado de vida.
Note que as vidas que vão passar por isso não são necessariamente as mesmas vidas na mira do vírus. E a grande pergunta que eu me faço é: vale a pena arruinar a vida desses milhões pra salvar outros milhões? Parece que a sociedade decidiu que sim. Os milhões que podem morrer de COVID-19 parecem valer mais porque são médicos, são professores de faculdade, são profissionais de saúde, são intelectuais diversos, são regentes de orquestra. São mortes que geram obituários no jornal. A sub-vida dos outros milhões de lascados que nem CLT têm já não valia muito, pra começo de conversa, então elas não importam.
"Ah, mas também estamos salvando eles". É o que gostamos de pensar, faz a gente se sentir melhor. Mas, lembrem-se de que estamos poupando o Safra e o Guedes também. Uma forma eficiente de revirar a sociedade do avesso seria deixar o vírus comer solto e, com sorte, ceifar a vida do Safra e do Guedes. Ao mesmo tempo, a gente passaria uma lei pra taxar grandes heranças e Safra não ia ter pra onde correr. Talvez essa fosse uma forma mais fácil de derrubar Bolsonaro e seu grupo de apoio do que qualquer outra coisa.
Porque não estamos fazendo nenhuma revolução ficando em casa. De fato, nós estamos fazendo o impossível pra que tudo continue como está e que continue sendo o mais próximo do que estava antes quando a crise passar. Nosso isolamento social custa muito, mas não tem o potencial de custar a vida dos mais ricos e poderosos. E é por isso que se formou um consenso a favor dele.
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2020.03.19 14:03 vgasmo Como resolver crise CoVid em Portugal sem colapsar a economia e a sociedade

Antes de mais é preciso introduzir alguns conceitos.
  1. Os seres humanos são maus a fazer cálculos probabilísticos
  2. Os seres humanos são, geralmente, avessos ao risco e à perda
Sobre 1, temos os exemplos clássicos de quem joga no Euromilhões e outros jogos semelhantes, com a “fezada” de que vai ganhar.. quando a probabilidade é ínfima. Ou o facto de termos medo de andar de avião, quando a probabilidade morrermos é extraordinariamente baixa (já a de morrermos num acidente de viação é de quase 1%). Essa má capacidade de fazer inferência é que nos leva a olhar para as exceções (desastre de avião) e tomá-las como mais prevalentes – daí as pessoa que acham que Portugal é o “Faroeste” porque só vêm as exceções (os crimes) na CMTV, sendo que na verdade portugal era um dos países mais seguros do mundo.
Por outro lado, existem clássicos na literatura que mostram essa aversão ao risco (riscos esses que, como disse, somos maus a calcular) e à perda (uma pequena perda gera um imenso valor negativo – no fundo, perder 500€ é sempre mais doloroso do que o benefício ganhar 500€).
Vou dar um exemplo do Thaler (2015), prémio nobel da Economia:
Cenário 1: Imagine que foi contaminado por um vírus, letal em 0,1 % dos casos de infeção no prazo máximo de 1 semana, após o qual os sobreviventes não teriam qualquer sequela. Quanto pagaria por um antídoto 100% seguro?
•Cenário 2: Imagine que foi convidado a participar numa experiência que consiste em ficar 5 minutos numa sala contaminada com um vírus (para o qual não há antídoto), vírus esse que é letal em 0,1 % dos casos de infeção no prazo máximo de 1 semana, após o qual os sobreviventes não teriam qualquer sequela. Qual valor a levaria a aceitar participar da experiência? Nos dois cenários a probabilidade de morrer é mesma, mas num estudo com milhares de participantes os valores de resposta foram Cenário 1 (valor médio: € 2.000) – Cenário 2 (valor médio: € 500.000)
Ou seja, no primeiro caso, apesar de esta contaminado, “mas não fiz por isso”, pago 2000€ por um antídoto (ou seja, acima de 2000€ estou disposto a arriscar e morrer), mas no cenário 2, que tem mesma probabilidade de morrer, só estou disposto a arriscar pro 500 mil euros (o comportamento é voluntário e não existe cura). Isto explica porque no surto de gripe A morreram mil pessoa em Portugal (espaçadas no tempo é certo) mas ma maioria da população tinha um “Nudge”, que era o Tamiflu (ou seja, a pessoa achava que se acontecesse algo teria um medicamento para ajudar).
Ora, sendo que isto não é uma gripe e é muito mais perigoso, há no entanto que colocar os dados e probabilidades em perspetiva:
Estas taxas estão no entanto inflacionadas, como diz os recente dados de Bergamo, porque provavelmente 50% dos infetados são assintomáticos (nem sequer é o caso “mild” de que se fala, mas simplesmente não sabem que têm e são transmissores – o que em si é assustador, porque significa que o potencial de infeção (R ) é imenso.
Ou seja, estatisticamente a probabilidade de ficarmos doentes de forma grave, para uma faixa da população é baixa (“ah e tal e aquele gajo da coreia que morreu com 17 anos e aquelas enfermeiras na China" – 1. Mais uma vez são exceções, e no caso dos profissionais médicos, o contacto com a carga viral elevada pode ter um impacto negativo. Mas o problema continua a ser real porque mesmo que apenas 2,5% - 5% dos infetados tenham problemas graves, quando temos milhões de pessoas, os hospitais entopem (já agora sou o único que acha ridiculo que os nossos hospitais estivessem em quase colapso e ontem só 60 dos doentes em todo o país estavam internados?).
Soluções
  1. Quarentena obrigatória para todos os grupos de risco (mais de 65 anos, problemas de saúde) – seriam alimentados pelo Estado e IPSS, etc.
  2. Testes a toda, toda, a população que esteve em contacto com cadeias de transmissão (como na Coreia) - e quarentena obrigatória para os positivos
  3. Uso obrigatório de máscara em locais públicos e outras medidas de higienização
  4. Fecho /controlo das fronteiras para impedir importação de casos 
Nesta situação os hospitais não teriam um afluxo de pessoas (como em Itália, porque essas pessoas têm mais de 70 anos) e seria possível gerir a epidemia, sem fechar a economia. Obviamente, que a população com risco baixo tem de ter uma perceção correta que provavelmente não vai morrer de corona (o que é difícil de conseguir, porque as pessoas ou têm comportamentos negligentes ou entram em pânico).
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2020.03.16 04:34 Emile-Principe Bolsonaro, lupenburguesia, imperialismo e guerra

O 31 de março de Jair Bolsonaro
Por Mauro Luis Iasi.
“Ele se portava como um gênio não reconhecido, que todo mundo tinha na conta de um simplório.” Karl Marx, O 18 de brumário de Luís Bonaparte
A verdadeira meta do presidente miliciano é um golpe clássico que lhe permita a centralização política necessária, sob a espada militar, sem os incômodos parceiros no Congresso e no STF. Ele expressou várias vezes tal intenção, em entrevistas, declarações, posturas. Portanto, o espanto todo agora manifesto pelos senhores parlamentares e juízes diante da convocação pelo Presidente de um ato pelo fechamento do Congresso e do STF, não passa de pura encenação, pura pantomina de indignação.
O que se esconde por trás da manobra diversionista é uma complexa relação de forças entre dois segmentos – a direita e a extrema direita – que medem forças como pugilistas no início de uma luta. Temos trabalhado com a hipótese que há um segmento das classes dominantes que pensou em utilizar Bolsonaro como alternativa para derrotar o petismo para implementar a agenda mais dura do capital em crise. Esse segmento acreditava que podia controlar o miliciano, deixando-o com suas proezas bizarras enquanto se ocupava do essencial: as reformas contra a classe trabalhadora.
O problema é que não se trata, como temos afirmado, de mera bizarrice. A profundidade da crise e as características de nossa formação histórico-social atuam de maneira a dar sustentação ao projeto bolsonarista. Em situação supostamente normal, o retumbante fracasso das medidas econômicas do ultraliberalismo de Guedes apontaria para a alternância como forma da ordem democrática manter-se como capa protetora da ordem do capital sobre nova forma – como Itamar substituído por FHC e este por Lula.
As próprias classes dominantes interromperam de forma casuística a chamada normalidade ao depor a presidente sob o pretexto das pedaladas fiscais. Como o fracasso de Temer apontava para a volta de Lula, logo apareceram mais casuísmos jurídicos para tirá-lo do páreo abrindo espaço para o protofascista vencer as eleições.
Tratava-se, portanto, de um mero coadjuvante em um plano maior, um auxiliar para distrair o público enquanto o mágico faria sua arte, um palhaço de rodeio. Entretanto, como diria Chico Buarque, “quem brincava de princesa acostumou com a fantasia”. O miliciano se crê um messias, um mito, um salvador, e diferente da centro-esquerda, dispõe de meios para resistir às tentativas de derrubá-lo.
Quais seriam esses recursos de que o miliciano dispõe? As aventuras da grande burguesia monopolista lograram fraturar o país e forjaram a unidade da extrema-direita fundada no irracionalismo e sua personificação no capitão. Tal fato lhe confere um apoio de parte das massas que ultrapassa a fidelidade momentânea do bom ou mal desempenho da economia, pois é precisamente esse nexo que se queria obliterar – não pode ser medido por pesquisas de aceitação do governo uma vez que se trata de pura ideologia em funcionamento: uma cruzada contra a esquerda e os inimigos da Pátria e da família realizada pela gente de bem contra o mal. Evidente que o fundamentalismo religioso opera aqui de maneira decisiva.
O pragmatismo da direita, que sempre funcionou tão bem (a ponto de chegar a ser copiado acriticamente pela centro-esquerda), agora se defronta com algo que ele desconhece e teme. Em situações normais, bastava um pretexto qualquer (que no caso não precisaria nem ser inventado, pois estes existem em profusão), uma campanha midiática para isolar a figura e um desfecho institucional que afastasse o miliciano deslocando o eixo do poder para o Parlamento com algum tipo de parlamentarismo de ocasião ou algo do tipo, por exemplo, com Mourão.
Se o capitão contasse apenas com o apoio de um segmento de massas, ele já teria caído. Neste ponto intervém outro fator: as armas. Além das relações com milícias (que só não são evidentes para as instituições estabelecidas e para o Ministro da Justiça), temos o apoio das corporações militares – como ficou evidenciado no motim do Ceará – e parte das Forças Armadas, evidenciado pela forte presença militar no governo. Este é um ponto obscuro, isto é, até que ponto o capitão teria como mover segmentos das forças armadas em sua defesa, mesmo que para enfrentar outra parte que resistiria. No entanto, neste momento, não se trata de ter ou não o apoio efetivamente; parecer ter é suficiente para o blefe.
Caso interrompêssemos a análise neste ponto teríamos praticamente um empate. Aqueles que querem retirar o miliciano teriam posições institucionais, aparelhos midiáticos, um segmento de massas e parte do aparato repressivo. O capitão, por sua vez, teria a seu favor (blefando ou não), parte das massas, aparatos policiais e parte das Forças Armadas. Se tivesse que apostar, acredito que nesse cenário ele já teria caído. Por isso, sustento que aqui entra um fator diferenciador: parece-me que ele ainda se sustenta e sobrevive porque as classes dominantes se encontram divididas.
Há uma fração das classes dominantes que, apesar de perceber o inconveniente da figura e seus riscos, acredita que ele é um mal menor. Afinal, o fundamental são as reformas e a retomada das taxas e lucro a patamares aceitáveis. Se o preço a pagar é a destruição do país e uma aventura fascista, esses senhores estão dispostos a pagá-lo – como já fizeram no passado, diga-se de passagem. Creio que aqui está a chave do enigma da conjuntura: o miliciano ainda não caiu porque as classes dominantes estão divididas quanto à necessidade de tirá-lo e as consequências que daí viriam. A Rede Globo não está sendo contraditória ao denunciar falcatruas e depois elogiar a política econômica, apenas expressa, com isso, a divisão interna de seus verdadeiros mandantes.
Não devemos menosprezar um fato. Não estamos falando de classes dominantes clássicas, que ponderam, pensam, têm seus intelectuais orgânicos, fazem cálculos e pesam riscos e oportunidades. A adesão da burguesia brasileira ao imperialismo e a aceitação de sua existência subordinada e dependente produziu um subproduto que tem um impacto não desprezível na conjuntura – a saber, aquilo que poderíamos chamar de lupenburguesia. Trata-se de uma fração da burguesia que lucra diretamente com a contravenção e a corrupção (quando não diretamente com o crime), desde pequenos esquemas até mamatas gigantescas. Ela abarca desde um parlamentar que viu seu patrimônio aumentado em 450% em dois anos e que se notabilizou por cortar um bloqueio às terras indígenas em Roraima, passando por parlamentares que, depois de derrubar a presidente eleita em nome da família e dos bons costumes, são presos por pedofilia, corrupção, assassinato e outros delitos, até chegar em grandes empresários e suas relações perniciosas com o Estado, envolvendo grandes obras, contratos vultuosos, verbas públicas, licitações e outros expedientes pelos quais o fundo público e rapinado por interesses privados.
Em um certo momento da Revolução Cubana, Che avaliou que uma das dificuldades no enfrentamento das forças de Batista era que, diferente de exércitos tradicionais, eles teriam que enfrentar uma corporação que havia transformado desde o soldado até os comandantes em sócios das contravenções, do tráfico, dos cassinos, etc. Em grau e forma diversa presenciamos esse fenômeno nas forças policiais e seu desdobramento nas milícias. Não se trata de desvio de conduta de um ou outro policial, mas de um sistema que envolve desde o comando até a base da corporação, incluindo empresários, políticos, juízes e governantes. Essa fração está mais preocupada em proteger seus negócios. Não liga para os crimes de Bolsonaro tampouco para as querelas parlamentares, mas teme que ao revelar os crimes de um acabem por expor os seus.
O golpe de 2016 foi perpetrado sob o pretexto de manter a estabilidade contra o desassossego que impedia as reformas, mas o regime parlamentar com o capitão à frente é tudo menos estável. A burguesia estava pronta para um grande acordo, “com Supremo, com tudo”, mas o capitão move peças heterodoxas contra as quais o parlamento pode pouco. Derrotado o petismo (perdão aos otimistas, mas o petismo caiu da mesa do jogo, pois sua única carta é uma eleição “limpa”, por isso permanece à espera de 2022), o miliciano abre suas baterias contra seus aliados: o STF e o Congresso. Mas por que? Ora, porque o genial plano econômico não vingou e a milagrosa retomada do crescimento não veio. E alguém terá que ser responsabilizado. O capitão é tosco mas não é burro (bem, talvez seja, mas certamente sabe jogar) e sabe que ele está escalado para esse papel – e que as consequências de não cumpri-lo não são apenas sair e voltar para a churrasqueira na bela casa em um condomínio mal frequentado na barra, mas ir parar na cadeia junto com seus filhos. Por isso, ele vai reagir – ou, pior, vai tomar a iniciativa –, e tem recursos para tanto.
O inimigo é o mesmo: o socialismo! Marx, em seu magistral O 18 de brumário de Luís Bonaparte, comenta o um momento em que Luís Napoleão se choca com os interesses parlamentares, passando a acusá-los de socialistas. Nas palavras dele: “Declara-se como socialista o liberalismo burguês, o Iluminismo burguês e até a reforma financeira burguesa.” (p. 80) Entre nós, sob o signo da farsa, já tem gente falando que a Regina Duarte é um plano da esquerda para sabotar o governo Bolsonaro, a rede Globo é esquerdista, o STF é uma instituição à serviço do comunismo internacional, comandado desde a Venezuela.
O paiol está cheio de explosivos, mas falta a faísca que fará tudo explodir. Para os dois lados, o que falta é mobilizar o pretexto. No caso do parlamento e da fração que quer a saída da peça incômoda para seguir o essencial do plano, pretexto já existe (o presidente já cometeu, segundo analistas insuspeitos, pelo menos dez crimes de responsabilidade), mas se depararam com uma correlação de forças que abre a possibilidade de confronto, e eles são, fundamentalmente, covardes. O miliciano, ao convocar os atos, colocou as instituições nas cordas, uma vez que estas se viram obrigadas a responder ou aceitar seu destino de viver sob a ameaça de um irresponsável. Agora, por conta da pandemia do coronavírus, os atos foram desmarcados. Fica a impressão de que o vírus acabou sendo uma saída honrosa para o golpista e o Congresso. No entanto, parece só adiar o problema.
Segue o plano de interromper o processo com um ato de força, mas, para tanto, o capitão miliciano precisa uma situação que justifique o ato de força para fechar o Congresso e estabelecer sua ditadura. E, evidentemente, esta não pode ser as emendas parlamentares que engessam o orçamento ou professores universitários pelados, fumando maconha e dando aula de marxismo nos cursos de engenharia.
A viagem do miliciano aos EUA nos dá a pista. O que Bolsonaro precisa é de uma guerra, ou ao menos algo que pareça uma guerra. Os venezuelanos já sabem, Trump já sabe… Os brasileiros ainda não, mas saberão em breve.
https://blogdaboitempo.com.b2020/03/13/o-31-de-marco-de-jair-bolsonaro/?fbclid=IwAR0A_HRMsOwKDbns0XwKaN__UyeOWPezs_WICZKb8sETAxTK9e5jTzLiQL0
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2020.02.06 13:52 bebahia Debate às avessas - PM: Seu papel, violência e prevenção

Não sei quantos aqui estão familiarizados com a ideia, mas o debate às avessas seria a oportunidade para tentarmos argumentar sobre um tema por uma perspectiva contrária. O objetivo não é criar um espantalho do outro, e sim se esforçar ao máximo pra escrever um post que poderia passar como uma visão ponderada do outro lado. Não sei nem como organizar esse direito, gostaria de ver outros posts nesse estilo sendo criados, desenvolvendo melhor a ideia. Nesse caso, irei dar um pontapé inicial, e aí quem me responder poderia responder mesmo dentro da sua perspectiva, ou não, e indicar isso. Ou poderiam aproveitar para, também, buscar tentar argumentar "às avessas", comentando sobre o tema, mas sem ser uma resposta ao que escrevi abaixo.
Escolhi esse tema da PM pra começar porque atualmente esse me parece ser o que tem causado uma divisão ainda maior entre as pessoas do que o próprio aborto. Chove ódio, e até ameaças de morte para aqueles que se colocam do lado do inimigo. Isso é extremamente problemático, porque, ao contrário do aborto, me parece sim ser alcançarmos uma conciliação satisfatória para os dois lados. Enfim, vamos começar.



Vivemos em um país com altíssimas taxas de homicídios, com diversas comunidades dominadas por traficantes de drogas. Como consequência, nossos policiais, que recebem baixos salários e precisam trabalhar em condições precárias, sofrem com uma altíssima taxa de mortalidade. Muitos moram nessas comunidades dominadas, e precisam viver com medo de serem descobertos.

Ao mesmo tempo, temos uma classe média alta culturalmente e politicamente influente que, não satisfeita em fornecer a demanda para esse mercado de drogas ilegais que permite que essa estrutura de crime organizado se mantenha, ainda parte para o contra-ataque simbólico contra a corporação da PM. Os principais veículos de comunicação do país refletem isso dando uma enorme ênfase para notícias negativas sobre os policiais, desenvolvendo uma narrativa que tenta incutir no público uma antipatia contra a polícia. Toda a realidade de um policial que precisa atuar no Brasil, e não na Noruega, passa ao largo dessa mídia e uma classe média dita "progressista", que se recusa a entender que esses profissionais não são recebidos com flores quando vão realizar o seu serviço, e trabalham com a constante ameaça da morte.

E assim mantemos um país com uma crescente criminalidade, com uma PM que se vê obrigada a tomar tiro antes de poder atirar em criminosos fortemente armados, traficantes homicidas que disputam um com o outro para saber quem é o mais cruel. Com notícia atrás de notícia da última manifestação de moradores de favelas organizada por traficantes para protestar contra a morte de um morador morto pelos próprios, com algum vídeo editado pra tentar mostrar o policial como um bandido. Uma nação que não valoriza os seus PMs não pode mesmo dar certo.
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2020.02.06 11:08 brunogoncalves Será Portugal uma verdadeira democracia liberal?

Gostaria de lançar um debate sobre um tema que acho que nos tem passado ao lado de todos:
Algumas evidências a favor da segunda hipótese:
Haverá muitos mais exemplos. O que creio é que o que se passa hoje em Portugal e em muitos países Europeus, seria considerado em 1980 como autoritarismo.
Gostaria de saber a vossa opinião. Estarei a exagerar?
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2020.01.29 14:57 WhoeverMan Puxa vida! Quando prefeito de direita finalmente faz UM projeto social descente a esquerda é contra (e a direita também). [projeto para baratear a passagem de ônibus de Porto Alegre]

Ontem o prefeito de Porto Alegre (Nelson Marchezan Júnior, PSDB) anunciou um grande pacote para baratear a passagem de ônibus de Porto Alegre (atualmente uma das mais caras do país). O pacote traz várias mudanças, mas o principal é que passariam a cobrar várias tarifas dos carros para subsidiar os ônibus, o que deveria ser o sonho de todo defensor do transporte público. Na minha opinião é um ótimo pacote, em uma grande cidade o carro é inviável e tem que pagar para subsidiar o transporte publico sim. Bom, eis que a repercussão foi negativa de todos os lados:
Que merda! Eu votei contra este prefeito e sou contra muitos de seus projetos (o desmanche dos projetos da secretaria de assistência social por exemplo são um crime para a cidade), mas este projeto dos ônibus em particular é um baita pacote que seria muito bom para a cidade, e os sem noção de todos os lados são contra. Que merda!
Segue o link para a apresentação do projeto no site da prefeitura: http://lproweb.procempa.com.bpmpa/prefpoa/cs/usu_doc/eptcpassagem2020-compactado.pdf
Mas em resumo as medidas são:
  1. Fim da taxa de gestão para a prefeitura: hoje a prefeitura de Porto Alegre cobra uma porcentagem da passagem de ônibus para cobrir as despesas de administração do sistema de ônibus do município. Essa taxa desapareceria e a prefeitura passaria a usar o orçamento geral para administrar o sistema.
  2. Tarifa de uso do sistema viário para os aplicativos (TUSV): uma tarifa aplicada a corridas de aplicativo (Uber, Cabify, 99, ...).
  3. Tarifa de congestionamento urbano: um pedágio para carros de fora da cidade que entrem na cidade
  4. Redução gradual de cobradores: sem demição em massa, so faz com que não precise contratar novos para repor os que vão saindo naturalmente (e.g. os que se aposentam).
  5. Taxa de Mobilidade Urbana (TMU): em vez de pagar vale transporte o empregador passa a pagar um imposto similar
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2019.12.14 18:16 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

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2019.12.14 18:13 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

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2019.12.11 03:21 JairBolsogato "Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela"

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
https://www.theorganicprepper.com/never-imagined-happened-venezuela/
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2019.12.10 21:41 _pisciana_ Rio Grande do Norte é o pior lugar pra ser jovem no Brasil, aponta pesquisa! Socorroo

O Rio Grande do Norte assumiu a posição de Estado mais violento do país. Em 2017, foram 62,8 mortes violentas por 100 mil habitantes, maior índice entre as unidades da federação. É também o local onde essa taxa mais cresceu entre 2006 e o ano retrasado - alta de 320%. Entre as pessoas de 15 a 29 anos (grande maioria homem), os jovens potiguares também são os que mais morrem em crimes violentos - 152 vítimas para cada 100 mil, crescimento de 482% desde 2006. Como comparação, em São Paulo esse índice é de 18 mortes por 100 mil. Isso mesmo continuem se matando suas escórias, Deus me livre ter um filho macho nesse estado, saber que ele vai morrer assasinado ou em um grave acidente por serem um bando de deliquentes.
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2019.12.01 23:04 JairBolsogato Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
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2019.09.26 20:49 MateusnotdaBiblia O Mateus analisa: parte 2 CDS

Depois da minha análise ao programa eleitoral do il ter batido o top controversial do dia, parece que o programa eleitoral da IL tem dogmas que não podem ser analisados/mascarados, vou fazer o mesmo para o CDS (se os mod´s preferirem que coloque no megathread avisem)
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2019.08.25 00:22 KokishinNeko Subreddit Stats: portugal top posts from 2018-08-24 to 2019-08-22 19:51 PDT

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  1. 5769 points, 16 submissions: MeltzerIsMyDaddy
    1. Quem quer namorar com o S̷̜̱̬̺͓͖͛̍́̿̽͠r̶̛̜͙̟̘̪̀̍̋͋̔̄͝.̶̳͓̯̰͎̠̎͜ͅ ̵̱͈̩̅͒̾̿͒́͠E̸̻͖̯̲̘͗̌͂͂͆̂̋͛͋͘n̷̻̥̽̋̍̀̄̀g̶̛̗̲̣̙͑̎́̌̍̚e̸̡̮̣̻͉̼̔̔͘n̶̛͈̯̝̺̊͋͋́͐̽̾͜͝h̸̟̰̣̞̝̱͖̒̈́͋e̶̺̜̪̍́̀͌̿̊͗̽̚̕͜į̶͈͚̻͖̔̐͛̏͊̒̄̑͜ͅr̵̭̫̻͆̉̓͜o̸̢̮̳͖͔̊ Agricultor? (749 points, 32 comments)
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    2. Enviaram-me um recorte de jornal sobre o cão do meu tio. O autor deste artigo levou 5 dias de choldra porque não caiu no goto do Spínola. (809 points, 69 comments)
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    4. E o mini caixotim diz "FA-FA-FA-FA-FAK-U! (381 points, 17 comments)
    5. 💓 OLX (285 points, 79 comments)
    6. A conquistarmos o Mundo, um pastel de nata de cada vez! (161 points, 54 comments)
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    1. Elevador da Bica. 1912 vs 2019 (823 points, 33 comments)
    2. Lisboa no inverno. (705 points, 29 comments)
    3. Rua do Ouro/Rossio. Início do século XX vs 2019 (567 points, 45 comments)
    4. Contra Relógio (do Arco da Rua Augusta) (565 points, 41 comments)
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    8. Terreiro do Paço, Lisboa. (205 points, 6 comments)
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    1. Lisboa, terça-feira, 27 de Junho de 1933 - Adeptos do Sporting ouvem através do rádio o jogo entre Sporting CP [3] vs FC Porto [1], em Coimbra para o desempate das meias finais do Campeonato Nacional de Portugal. (626 points, 34 comments)
    2. Começando com o hino da Espanha. (601 points, 66 comments)
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    7. Olha o robot. É prò menino e prà menina. Olha o robot. Trabalha muito e gasta pouco. Olha o robot. É muito útil pra quem manda. Olha o RADAR... em caixa de cartão? A foto é de hoje! Avenida Santos e Castro. (321 points, 76 comments)
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2019.03.09 17:25 O-Pensador Por que imposto é roubo?

Talvez a frase de efeito mais famosa dentre os libertários é: “Imposto é roubo.” Apesar de ser uma verdade, que implica, em particular, a ilegitimidade do estado — visto que roubo é um crime, independentemente se praticado por cidadãos ou se por governos —, o fato é que vejo poucas pessoas que sabem dar uma justificativa correta a essa afirmação. Isto se deve em parte à fácil intuição gerada por ela, pois qualquer um sabe que, se uma pessoa não pagar impostos e resistir às intimidações do estado, ela será sequestrada pelo governo, como ocorreu com o famoso ativista anti-imposto Irvin Schiff, que em 2015 faleceu na cadeia por defender a ilegalidade do imposto de renda nos EUA [1]. Porém, essa constatação da ameaça implícita por trás dos impostos não é suficiente para determinar que o imposto é de fato um crime, embora seja obviamente uma condição necessária. Sendo mais preciso, poderíamos ter duas, e apenas duas, situações onde o imposto poderia ser visto como como algo legítimo, caso fosse: 1) um pagamento previsto em um contrato implícito, chamado “contrato social”, onde, no passado, as pessoas, legitimamente possuidoras de suas propriedades, abriram mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social; e/ou 2) uma taxa forçada feita pelo estado a fim de pagar suas despesas de manutenção, caso análogo a um condomínio, onde a posse territorial do estado seria legítima. Esses dois casos resumem todos os principais argumentos pró-imposto dos estatistas, de modo que para demonstrar que o imposto está fora da lei, é suficiente refutar ambos os casos, mostrando que o contrato social, caso exista como contrato implícito, não pode ser legalmente executável e que o território do estado não é legitimamente apropriado. Daí seguirá nossa famosa tese que imposto é de fato um assalto a mão armada.
Antes, porém, é importante ressaltar que questões sobre o estado ser necessário (e não é) para prover bens públicos [2] ou de seu surgimento ser ou não inevitável [3] dentro de uma sociedade livre são irrelevantes para determinarmos a justiça do imposto, pois estão em diferentes categorias epistemológicas: “imposto é roubo” é uma afirmação dentro do âmbito da Ética, das questões prescritivas, i.e., que tratam do dever, enquanto que as demais questões relativas ao estado são meramente descritivas. E como David Hume observou, [4] um dever nunca deve seguir de um ser, i.e., é epistemologicamente equivocado derivar verbos no imperativo de outros no indicativo – no nosso caso, derivar “você deve pagar impostos” de “o estado é necessário para manter a ordem” ou “o estado é inevitável”. Nesse artigo, vamos nos focar nas disciplinas da Ética e do Direito.
O Contrato Social é Uma Ficção Supérflua
Geralmente argumenta-se que o estado, tendo ou não posses legítimas, pode cobrar impostos, pois existe algum tipo de consenso implícito em torno desse arranjo social — a legitimidade se origina então da anuência dos cidadãos. A esse corpo de ideias que postulam um contratualismo implícito em sociedade feito para manter a ordem e instaurando, para isso, um regime político específico, se dá o nome geral de teorias do Contrato Social.
Antes de mais nada, é bom deixar claro que o Contrato Social jamais pode ser um contrato executável por lei, ou seja, um acordo cuja quebra pode resultar em retaliação legal. Primeiro porque — como os próprios teóricos contratualistas assumem — ele é implícito, não tendo uma expressão objetiva de consentimento. E, de fato, é deveras óbvio para qualquer um que ninguém foi consultado sobre a aderência ao arranjo político democrático que vivemos hoje. Nunca os estados modernos fizeram consultas entre as populações dominadas para que questionassem suas legitimidades e perguntassem sobre a possibilidade de elas gerirem suas propriedades por si mesmas, sem o estado como decisor último de instâncias. O ônus da prova desse consentimento recai todo sobre os contratualistas, que até agora não forneceram nenhuma evidência nesse sentido. E sequer poderiam. É um fato histórico que em geral os estados modernos surgiram não de um acordo voluntário em sociedade a fim de criar uma administração com a função de centralizar o poder público, mas sim pela conquista militar e ameaça de força física. Isto deveria ser deveras óbvio, pois é completamente irrealista que, dentro de um grupo de pessoas sempre alertas à possibilidade do surgimento de conflitos, alguém proponha, como solução a este problema, que ele próprio se torne o arbitrador supremo e monopolista de todos os casos de conflitos, inclusive daqueles em que ele mesmo esteja envolvido. Seria uma proposta no mínimo risível, por maior que seja a reputação que esse membro destacado tivesse.
Em segundo lugar, mesmo que tenha havido consenso no passado — e não temos registro algum disso, mas ao contrário, como veremos abaixo —, o Contrato Social é uma relação de subordinação individual e portanto precisa ter uma cláusula de rescisão, haja vista que a vontade humana é inalienável. Sob a ausência de tal cláusula, ele se torna um acordo tão absurdo como um contrato de “escravidão voluntária”, não tendo sentido legal algum. Com efeito, um consentimento sem rescisão prevista em contrato é uma mera promessa, de modo que a iniciação de força para fazer cumprir tal contrato tem o mesmo efeito legal de agredir pessoas em virtude de discursos. Vejamos o caso clássico de “contratos de escravidão” em mais detalhes. Suponhamos então que A promete (ou realiza contratos, ou concorda; a terminologia não é importante) em ser escravo de B, sendo assim uma tentativa de consentir agora para forçar ações no futuro. Se A depois muda de ideia e tenta fugir, pode B usar força contra A? Esta é a pergunta crucial. Se a resposta for sim, isso significa que A não tem o direito de se opor e alienou eficazmente os seus direitos. No entanto, isso não poderia acontecer simplesmente porque não há nenhuma razão para que A não possa retirar o seu consentimento. Assim, não é inconsistente para A, mais tarde, se opor ao uso de força. Tudo o que A fez anteriormente foi proferir palavras para B, tais como, “eu concordo em ser seu escravo.” Mas isso não agride B em qualquer sentido subjetivo tanto quanto não há agressão ao proferir o seguinte insulto: “Você é feio”. As palavras por si só não podem agredir, isso é – inclusive – uma das razões as quais justificam o direito à liberdade de expressão. Em poucas palavras, um proprietário de escravos deveria ter o direito de usar a força contra o escravo para que a escravidão seja mantida e que os direitos sejam dessa forma alienados, entretanto o escravo não teria previamente iniciado força contra o proprietário de escravos. Logo, o proprietário de escravos não tem o direito de usar a força contra o escravo e, assim, nenhum direito de fato foi alienado. O mesmo vale para o contrato social, que pode ser pensado como um caso particular do aqui exposto.
Em terceiro e último lugar, se existiu um contrato social para legitimar a espoliação moderna do estado, então ele certamente diz respeito às gerações passadas e não às nossas. E da mesma forma que crimes não podem passar de pais para filhos, visto que a pena é sempre individual, promessas de cumprimento contratual também não. Assim, um consentimento — implícito ou não — no passado não pode ser herdado hoje pelas gerações que não participaram direta ou indiretamente desse processo.
Tendo derrubado as teorias do Contrato Social sob o prisma jurídico, resta dele apenas mera formalidade, um conceito abstrato para ilustrar uma suposta necessidade do estado. Este foi o caso de Thomas Hobbes, que sustentou que, em estado natural, as pessoas iriam reivindicar cada vez mais direitos, ao invés de menos, levando a conflitos incessantes e cada vez maiores. Urge então a necessidade de um arbitrador soberano, acima e exterior à sociedade civil. A ideia jurídica por trás disso é clara: acordos requerem um fiscal externo que os torne vinculantes. O estado não pode portanto seguir daí, pois quem iria tornar esse mesmo acordo vinculante, se não há árbitros fora do estado? De duas, uma: ou será necessária a instauração de outro estado (caindo em regressão infinita) ou o próprio estado hobbesiano está, por si só, em estado de anarquia dentro de si mesmo. Na prática, nos encontramos no segundo caso, onde o estado não está vinculado a nenhum fiscal externo. Não há contratos fora do estado de modo que todos os conflitos envolvendo-o (seja dele com cidadãos privados, seja entre ele e seus parasitas) será sempre resolvido dentro de seus próprios mecanismos jurídicos, com suas próprias autoimpostas regras, i.e, com as restrições que ele mesmo, e apenas ele, se impõe a si. Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, da mesma forma que a sociedade em “estado natural”. Só que pior: dado que o homem é como ele é, e dado que o estado é formado por homens, ele tem uma tendência natural a mediar seus conflitos em seu próprio benefício, em detrimento dos cidadãos privados. O totalitarismo é seu destino inevitável.
Outro teórico do Contrato Social foi John Locke, que assim como Hobbes inicia sua teoria focando num estado de natureza [5], que, através do contrato social, vai se tornar o estado civil. Porém, ao contrário de Hobbes, Locke vê a relação da sociedade com o Contrato Social não como uma subordinação, mas sim como um consentimento. E uma vez que o consentimento é dado, o governo, segundo Locke, tem o dever de retribui-lo garantindo a liberdade individual de duas formas básicas: fazendo valer o direito à propriedade para o homem conseguir seu sustento e sua busca à felicidade; e assegurando a estabilidade jurídica para que os homens possam resolver seus conflitos e assim assegurar a paz.
Um importante ponto do contratualismo lockeano é que a delegação de poder ao governante não retira dos indivíduos o direito de removê-la se eles julgarem que o governante traiu a confiança nele depositada:
“Pois todo poder concedido em confiança para se alcançar um determinado fim, estando limitado por este mesmo fim, sempre que este fim é manifestamente negligenciado, ou contrariado, a confiança deve necessariamente ser confiscada (forfeited) e o poder devolvido às mãos daqueles que o concederam, que podem depositá-lo de novo onde quer que julguem ser melhor para sua garantia e segurança.” [6]
Assim, o governante que quebra a confiança nele depositada está, segundo Locke, em estado de guerra com a sociedade, pois agiu de modo contrário ao direito, do mesmo modo que o indivíduo que viola a lei natural.
Apesar do significativo avanço do contratualismo lockeano frente ao de Hobbes no que diz respeito às liberdades individuais, dada sua ênfase na manutenção do direito natural à propriedade [7] e no consenso dos cidadãos, ele peca em ser demasiadamente ingênuo do ponto de vista político. O ponto de Locke a favor de um governo “voluntário” que tem legitimidade enquanto cumprir suas funções delegadas pela sociedade civil pode parecer razoável à primeira vista, mas, afinal, o estado é uma instituição de natureza definitiva, e as ações esperadas disso são determinadas pela sua natureza e não pelos nossos desejos e fantasias. Então, a verdadeira questão é se é realista esperar este tipo de operação automática e imparcial de um monopólio centralizado. E de fato, não é. O poder corrompe, porque atrai o corruptível. E o sistema de incentivos de um monopólio estatal é verdadeiramente perverso. A história está aí para mostrar que, como tendência geral, a liberdade humana é cada vez mais sufocada pela ameaça estatista e pouco ou nada pode-se fazer para deter isso dentro do âmbito político [8].
A experiência histórica da Revolução Americana foi profundamente influenciada por John Locke e ilustra muito bem o caráter utópico das ideias lockeanas de governo limitado e consensual. A famosa frase “Governos são instituídos entre os Homens, derivando seus justos Poderes do Consentimento dos Governados” foi proferida quando os revolucionários norte-americanos justificaram sua secessão do Império Britânico, dando um marco inicial à primeira república fundada por um ideário genuinamente liberal. A constituição americana foi redigida no propósito de limitar as funções do governo para os propósitos lockeanos e assim, em tese, proibia cabalmente o exercício de políticas esquerdistas (bem-estar social) e direitistas (belicismo). E é claro também que o significado geral da constituição não dá margens para dúvidas: o princípio dominante de que tudo que o Governo Federal não está autorizado a fazer está proibido de fazer. A décima emenda, por exemplo, proíbe o Governo Federal de exercer quaisquer poderes não especificamente atribuídos a ele pela constituição. Isso por si só invalidaria o estado de bem-estar social e, de fato, praticamente toda a legislação progressista. Mas quem se importa? Até mesmo o famoso jurista constitucional Robert Bork considerou a Décima Emenda politicamente inexequível.
A constituição americana já pode ser considerada morta desde a Guerra Civil, quando o direito de secessão foi negado aos estados do Sul. Ora, mas isso não era constitucional? Os estados federados não poderiam retirar-se da União? Lincoln, através dos resultados estabelecidos após a Guerra Civil, declarou que a União era “indissolúvel”, a menos que todos os estados federados concordassem em dissolvê-la. É sempre o próprio estado que irá decidir, pela força, o que a constituição “significa” firmemente decidindo a seu próprio favor e aumentando seu próprio poder em prol dos caprichos pessoais da casta política. Isto é verdade a priori, e a história americana apenas ilustrou isso. Assim, as pessoas são obrigadas a obedecer ao governo, mesmo quando os governantes traem seu juramento perante Deus de defender a constituição.
Daí em diante, as portas para o socialismo estavam escancaradas e o New Deal de Roosevelt foi a prova final desse fato. A América olhou calada a mais uma grave usurpação de poder, dessa vez de viés esquerdista, um claro golpe inconstitucional. Roosevelt e seus asseclas da Suprema Corte interpretaram a Cláusula do Comércio de forma tão abrangente de modo a autorizar praticamente qualquer reivindicação federal, e a Décima Emenda de forma tão restrita de forma a privá-la de qualquer força para frear tais reivindicações. Hoje, essas heresias são tão firmemente arraigadas que o Congresso raramente ainda se pergunta se uma proposta de lei é autorizada ou proibida pela constituição.
O estado não possui legitimamente propriedades
Ainda que não haja nenhum consenso em torno da estrutura política em que vivemos, o imposto para sustentá-la ainda poderia ser justificado caso o estado fosse considerado uma espécie de condomínio. Esse seria o caso se, e somente se, ele possuísse posses legítimas, pois daí seu território configuraria propriedade e o indivíduo que não estiver satisfeito com o retorno do imposto e se rejeitar a pagá-lo teria apenas a opção de deixar o “país” — do contrário, o uso de força por parte dos agentes do estado estaria justificada. Essa geralmente é a visão das ditaduras e dos regimes nacionalistas totalitários, onde o chavão “ame seu país, ou deixe-o” é muito comum e aparece em diversas versões nas propagandas governistas.
Veremos contudo que esse não é o caso e que a história do surgimento dos estados e de suas evoluções territoriais está profundamente marcada por guerras e injustiças nas delimitações de seus títulos de “propriedade”.
Dado que estamos analisando a justiça dos atos do próprio estado, precisamos de uma teoria legal consistente e independente do mesmo. Mais especificamente, precisamos de uma norma universal e atemporal acerca da justiça de delimitação de títulos de propriedade que nos forneça um critério preciso e objetivo de quando determinada posse é justa, i.e., quando ela configura a propriedade, entendida aqui como o direito legal de controle exclusivo de um bem escasso.
Comecemos então do início, respondendo à mais básica das perguntas do Direito: para que precisamos de leis? A chave para resolvê-la reside no conceito de escassez, que é o caracteriza nossa realidade econômica na Terra. Com efeito, se considerarmos um mundo de completa abundância, onde todos os recursos teriam replicabilidade infinita, sem danos às cópias originais, então nenhuma lei de delimitação de propriedades seria necessária e tampouco a ideia de “roubo” faria sentido. É apenas em virtude da finitude dos recursos disponíveis para o homem agir que necessitamos de uma regra universal para especificar quem tem o direito de controlar o quê. Na própria ação humana, o conceito de escassez já está subentendido, pois ao agir, o homem está fazendo escolhas específicas de como usar seu próprio corpo (também um recurso escasso) e os bens que o circundam. E escolher, i.e., preferir um estado de coisas a outro, implica que nem tudo, nem todos os prazeres ou satisfações possíveis podem ser obtidos de uma só vez e ao mesmo tempo. Ocorre na verdade o exato oposto: a ação humana implica que algo considerado menos valioso tem de ser declinado de forma a que se possa ater-se a qualquer outra coisa considerada mais valiosa. Assim, escolher também implica sempre a avaliação de custos: adiar possíveis prazeres porque os meios necessários para consegui-los são escassos e são ligados a algum uso alternativo que promete retornos mais valiosos que as oportunidades preteridas.
Assim sendo, a escassez combinada com o convívio do homem em sociedade produz conflitos que dizem respeito ao controle de um mesmo bem (i.e., um mesmo meio) para atingir fins distintos. Enquanto mais de uma pessoa existir, as amplitudes de suas ações se interceptarem, e enquanto não existir nenhuma harmonia e sincronização de interesses pré-estabelecidos entre essas pessoas, os conflitos sobre o uso do próprio corpo delas e dos recursos escassos em geral serão inevitáveis. É para resolver tais conflitos que as leis se fazem necessárias.
Uma vez que uma regra universal acerca do uso e controle de recursos escassos tenha sido estabelecida, e todos passarem a segui-la, então naturalmente os conflitos cessarão, pois as distinções entre o que é meu e seu estarão definidas por via dessa regra. As próximas perguntas que se seguem, que são inevitáveis nesse ponto, são: existe uma tal regra? E se existe, ela é única? Ou será que existe uma infinidade delas, sendo nossa escolha essencialmente arbitrária? A resposta é que existe apenas uma e sua escolha é uma necessidade lógica, dados os propósitos da lei. Pode-se concluir isto usando a exigência da universalidade e analisando a importante distinção entre posse e propriedade. A intuição aqui é bastante simples, pois se uma pessoa invade minha casa e toma meu carro, ela terá a posse dele, mas a propriedade do carro continua sendo minha, desde que, é claro, eu não tenha tomado esse carro de ninguém. Passemos a ser mais precisos.
Queremos determinar a justiça sobre a posse de um determinado bem X. [9] Vamos também exigir que o bem X seja de fato escasso, pois do contrário a própria noção legal de posse passa a não fazer sentido, já que bens não escassos, como as ideias por exemplo, podem estar em posse de uma infinidade de pessoas sem danos ou alterações ao bem original. Assim sendo, o bem X só pode ser controlado simultaneamente por um número limitado de pessoas. Suponhamos que ele esteja sobre a posse de um grupo de pessoas, que denotaremos por A e que outro grupo, digamos, B, reivindique essa posse. Quem tem direito ao controle exclusivo de X? Uma hipótese já pode ser descartada de antemão, a saber, se B reivindica X apenas por declaração verbal sem nunca ter tido um elo objetivo com X, pois se pudéssemos ter propriedades apenas por decretos, então jamais iríamos resolver conflitos, mas sim perpetuá-los, sistematizando-os legalmente no convívio em sociedade. Uma norma de delimitação por decreto verbal não atende ao propósito último da lei que é o de eliminar os conflitos.
Suponhamos então que a reivindicação de B se dá argumentando que, ao contrário de um mero decreto, ele teve um elo objetivo com X, assim como A o tem. O que deve ser feito a fim de determinar a propriedade de X? Novamente, precisamos nos ater à questão dos conflitos e distinguir quem é que teve o primeiro uso do bem X. Uma norma que visa resolver conflitos não pode ser consistente com as éticas retardatárias, dando privilégios de uso a quem tomou posse dos bens depois do usuário original. Com efeito, qualquer regra que fizesse com os que vieram depois, ou seja, aqueles que de fato não fizeram algo com os bens escassos, tivessem tanto ou mais direito quanto os que chegaram por primeiro, isto é, aqueles que fizeram algo com os bens escassos, então literalmente ninguém teria a permissão de fazer nada com nada, já que teriam de esperar pelo consentimento de todos os que ainda estivessem por vir antes de fazer o que quisessem. Se B fez uso posterior a A do bem X, sem o consentimento de A, então ele não pode ser proprietário de X, uma vez que uma tal regra, se universalizada, impossibilitaria o uso de X, também instaurando o conflito em sociedade. Em outras palavras, B, neste caso, seria classificado como um ladrão.
Resta-nos a última possibilidade de B ter feito o uso de X antes de A. Se assim for, então os papéis se invertem e A passa a ser um possuidor ilegítimo de X. Isto contudo não é suficiente para declararmos que B tem uma justa reivindicação a X, mas apenas que a reivindicação de B é mais justa que A. Pode ocorrer que outro indivíduo, ou grupo de pessoas, digamos, C, reivindique o bem X de B, mostrando, assim como B fez com A, que teve um elo objetivo mais antigo que o de B. Neste caso, C teria uma reivindicação melhor, mas que por si só não garante uma posse justa, pois com efeito, pode ainda surgir outro grupo D comprovando uma apropriação anterior a de C, e assim por diante. Obviamente, esse raciocínio para em um, e apenas um, dos dois seguintes momentos: 1) quando ninguém mais além do possuidor reivindica o bem X; ou 2) quando o bem X foi apropriado originalmente, i.e., retirado de seu estado natural. Em ambos os casos obtemos uma situação isenta de conflitos. E considerando, por abuso de linguagem, um bem abandonado, cujos possuidores anteriores não mais reivindicam sua propriedade, como um bem em “estado natural”, podemos — sem perda de generalidade para fins legais — unificar as análises dos casos 1) e 2) em uma só. Assim sendo, vemos da discussão acima que a posse de um bem escasso X só pode ocorrer isenta de conflitos se ela remonta a uma apropriação original, ou seja, no caso em que ela foi obtida por trocas contratuais voluntárias que formam uma cadeia que tem início em um possessor que retirou o bem o X de seu estado natural para o uso. E dado que a lei visa resolver conflitos, esta é a única posse do bem X legalmente justificável.
Obtemos então a famosa lei da apropriação natural, ou homesteading, que pode ser enunciada afirmando-se que todo homem tem o direito à posse exclusiva de qualquer bem escasso que ele remova do estado que a natureza tem proporcionado e deixado, fazendo para isso uso intencional de seu trabalho. Em poucas palavras, o homesteading diz que a primeira posse determinada a propriedade, i.e., o direito de excluir a posse terceiros ao bem apropriado. Nas palavras do filósofo libertário Hans-Hermann Hoppe:
“Para evitar conflitos desde o início, é necessário que a propriedade privada seja fundada a partir de atos de apropriação original. A propriedade deve ser estabelecida por meio de atos (em vez de meras palavras, decretos ou declarações), porque somente através da ação, que ocorre no tempo e espaço, um elo objetivo (verificável intersubjetivamente) pode ser estabelecido entre uma pessoa específica e uma coisa específica. E somente o primeiro apropriador de uma coisa anteriormente não-apropriada pode adquirir essa coisa e sua propriedade sem conflito, dado que, por definição, como primeiro apropriador, ele não pode ter incorrido em conflito com alguém ao se apropriar do bem em questão, uma vez que todos os outros apareceram em cena apenas posteriormente.”
Estamos agora em posição de determinar a justiça (ou a ausência dela) das posses estatais. São elas legitímas? A resposta é um claro e sonoro “não” e já foi analisada por diversos antropólogos e sociólogos. Exemplos de origens violentas de estados abundam na história antiga. O antropólogo alemão Franz Oppenheimer resumiu o que chamamos de origem exógena do estado pela típica história de um clã de famílias que, pressionado pela escassez de bens e pela queda no padrão de vida, resultante da superpopulação absoluta, resolveu por uma opção pacífica: não guerrear com outras tribos vizinhas e passar a produzir controlando a terra. E graças ao processo de produzir bens – ao invés de simplesmente consumi-los – eles passaram a poupar e estocar bens para o consumo posterior. Contudo, sendo que a natureza do homem é como ela é, outras tribos bárbaras passaram a cobiçar os bens acumulados desse clã e iniciou-se aí uma temporada de ataques violentos: mortes, sequestros e grandes assaltos. O clã voltou à condição inicial de pobreza e com menos capital humano demorou a se restabelecer para conseguir produzir excedentes novamente. Os bárbaros saqueadores se deram conta de que seus roubos seriam mais longos, seguros e confortáveis se eles permitissem que o clã continuasse produzindo mas com a condição de que agora os conquistadores se tornariam governantes, exigindo um tributo periódico sobre o uso dos bens de capital e monopolizando a terra para o controle de migrações. E é por esse processo de conquista e dominação que Oppenheimer definiu seu conceito sociológico de estado:
“O que é, então, o estado como conceito sociológico? O estado, na sua verdadeira gênese, é uma instituição social forçada por um grupo de homens vitoriosos sobre um grupo vencido, com o propósito singular de domínio do grupo vencido pelo grupo de homens que os venceram, assegurando-se contra a revolta interna e de ataques externos. Teleologicamente, este domínio não possuía qualquer outro propósito senão o da exploração econômica dos vencidos pelos vencedores.” [10]
Alguns exemplos bastante ilustrativos disso foram dados pelos arqueólogos Charles Stanish e Abigail Levine da universidade de Chicago. Em artigo publicado em 2011 pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os autores descreveram processos de dominação sucessivas de algumas aldeias que precederam o Império Inca na América do Sul. Os primeiros sinais de guerra remontam a pelo menos a 500 a.C. e, com o aumento populacional, os conflitos foram se intensificando. Já no primeiro ano d.C. a aldeia de Taraco foi invadida, provavelmente por forças de Pukara, outro centro regional da área. Pukara, por sua vez, teve seu status como estado primitivo até cerca de 500 d.C., quando foi absorvido pela Tiwanaku, o estado principal do outro lado da bacia do Lago Titicaca.
Um processo muito similar de um estado inicial surgindo de decorrentes chiefdoms beligerantes foi identificado no vale de Oaxaca do México por um estudo de Kent V. Flannery e Joyce Marcus, dois arqueólogos da Universidade de Michigan, também publicado no PNAS. Por 4.500 anos atrás, havia cerca de 80 aldeias do vale. Com o aumento populacional, um período de guerra intensa se instaurou a partir de 2.450 a 2.000 anos atrás, que culminou com a vitória de uma cidade sobre todas as demais no vale e finalmente com a formação do estado Zapotec.
Dr. Stanish acredita que a guerra era a parteira dos primeiros estados que surgiram em muitas regiões do mundo, incluindo a Mesopotâmia e a China, bem como as Américas. Os primeiros estados, em sua opinião, não foram impulsionados por forças além do controle humano, como clima e geografia, como alguns historiadores têm suposto. Em vez disso, eles foram moldados pela escolha humana como pessoas procuraram novas formas de dominação e novas instituições para as sociedades mais complexas que estavam se desenvolvendo. O comércio era uma dessas instituições de cooperação para a consolidação de grupos mais organizados. Depois veio a guerra que serviu como força de conquista para a formação de grupos maiores, que vieram a ser os protoestados.
Apesar de ser o caso mais frequente, nem só de guerra os estados adquiriram a forma que têm hoje. Com o crescimento de seus territórios, novas formas mais complexas de anexação de territórios foram surgindo. Ao longo da história moderna, abundam exemplos de pactos feitos pelos estados europeus para aquisição de territórios por decreto verbal. Um famoso exemplo é o Tratado de Tordesilhas assinado entre Portugal e Espanha para declarar divisão de posse de terras ainda não exploradas ao longo da América Sul e assim resolver os conflitos de terras após a descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Mais precisamente, o Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras “descobertas e por descobrir” situadas antes da linha imaginária que demarcava 1.770 km a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Outro exemplo de conquista territorial por decreto é o Tratado da Antártida, um documento assinado em 1 de dezembro de 1959 pelos países que reclamavam a posse de partes continentais da Antártida. Embora sem definir partes da Antártida como território dos países signatários, mas sim como “patrimônio de toda a Humanidade” — um termo que nada significa —, o fato é que o continente foi repartido para posses — ainda que parciais e temporárias [11] — desses países perante uma clara ausência de elo objetivo. Exemplos recentes no Oriente Médio, por exemplo, Israel, também ilustram aquisição territorial por parte de decretos.
No geral, a história territorial dos estados está majoritariamente marcada por aquisições fora da lei. Isto já basta para decretarmos os territórios que eles reivindicam como ilegítimos e os próprios estados como foras da lei. De fato, a apropriação por decreto tem o efeito de privar os indivíduos de se apropriar de terras virgens, o que obviamente configura um crime, visto que a apropriação original é um direito natural. Quem tem o costume de viajar por vias rodoviárias entre cidades ou até estados já deve ter notado a enorme quantidade de terra não trabalhada e não ocupada que está na posse de governos, conhecidas por terras devolutas.
No Brasil há também o famoso exemplo da Amazônia, uma valiosa terra de ninguém que o governo brasileiro reivindica para si de forma completamente arbitrária. Já a apropriação por conquista militar é um roubo, um assalto a mão armada em escala geográfica, sendo obviamente também uma ilegitimidade.
O fato é que a imensa maioria do território sob controle dos estados foi na verdade apropriado originalmente pelos seus súditos, que hoje, além de terem apenas um controle parcial da propriedade sobre seus nomes, ainda estão sob constante ameaça armada do estado para darem a ele significativas parcelas dos frutos de seus rendimentos (imposto). E ainda que asseclas do estado tenham também se apropriado por trabalho de terras a mando dos governantes, isso não dá ao estado a propriedade delas pois, como visto acima, o estado está em débito jurídico com seus súditos. Ao contrário do que ocorre hoje, é o estado quem deve ter o uso de suas posses conquistadas legitimamente restringido e aos seus súditos deve ser dado o pleno direito de usufruto de todas propriedades sob seus nomes, até que alguém mostre juridicamente que elas não são legítimas. Vale sempre a máxima do Direito que diz que o ônus da prova é sempre de quem afirma. Em outras palavras, todos os cidadãos pacíficos devem ter o direito inalienável à auto-determinação e portanto à secessão individual, desvinculando todas suas propriedades dos monopólios jurídicos estatais. Em particular, ninguém deve ser obrigado a pagar qualquer tipo de taxa não contratual ao estado e imposto é roubo.
Notas
[1] Visto que originalmente, a constituição americana não concedia ao governo federal o poder de cobrar imposto de renda, ainda hoje há um amplo debate nos EUA sobre a legitimidade da coleta do Imposto de Renda. Foi apenas com a 16ª emenda que esse poder foi concedido ao estado americano, mas tal emenda nunca foi adequadamente ratificada. Segundo o economista Peter Schiff, filho de Irwin, no seu artigo em protesto pela morte de seu pai encarcerado:
“meu pai sempre foi mais conhecido por sua inflexível oposição à legalidade do Imposto de Renda, postura essa que levou o governo federal a rotulá-lo como um “manifestante tributário”. Meu pai não era anarquista e, sendo assim, admitia uma tributação moderada e objetiva. Ele acreditava que o governo tinha uma função importante, porém limitada, em uma economia de mercado. Ele, no entanto, se opunha à ilegal e inconstitucional imposição de um confisco da renda pelo governo federal, no forma do Imposto de Renda.”
Por sua cruzada anti-imposto de renda, Irwin Schiff faleceu na condição de prisioneiro político americano no dia 16 de outubro de 2015, aos 87 anos de idade, cego e algemado a uma cama de hospital dentro de um quarto de UTI vigiado por agentes armados do estado.
[2] Para mais detalhes sobre isso, veja meu artigo “Da Natureza do Estado à Cooperação Pacífica Por Segurança e Ordem”. Lá são fornecidos exemplos de arranjos privados de ordem e justiça na história, além de uma análise econômica de sistemas de produção privada de segurança.
[3] Para argumentos no sentido oposto, ou seja, da possibilidade de uma sociedade sem estado poder prosperar e se defender do surgimento de máfias governantes, veja esse texto de Robert Murphy.
[4] Na parte I do livro III da sua obra Tratado da Natureza Humana, Hume escreveu:
“Em todo sistema de moral que até hoje encontrei, sempre notei que o autor segue durante algum tempo o modo comum de raciocinar, estabelecendo a existência de Deus, ou fazendo observações a respeito dos assuntos humanos, quando, de repente, surpreendo-me ao ver que, em vez das cópulas proposicionais usuais, como é e não é, não encontro uma só proposição que não esteja conectada a outra por um deve ou não deve. Essa mudança é imperceptível, porém da maior importância. Pois como esse deve ou não deve expressa uma nova relação ou afirmação, esta precisaria ser notada e explicada; ao mesmo tempo, seria preciso que se desse uma razão para algo que parece totalmente inconcebível, ou seja, como essa nova relação pode ser deduzida de outras inteiramente diferentes.”
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. Tradução de Débora Danowiski. Livro III, Parte I, Seção II. São Paulo, Editora UNESP, 2000, p. 509
[5] Há contudo algumas diferenças importantes na teoria de ambos do estado de natureza. Nesse sentido, Locke se opõe a Hobbes e Filmer, que julgavam que o estado de natureza é a-social e pré-moral, pois nele os homens não estariam submetidos a lei alguma. Para Locke, não apenas a sociabilidade é natural aos homens (não há, segundo ele, existência humana que não seja social) mas também existe uma lei que limita as ações no estado de natureza e cada indivíduo exerce um poder de julgá-la e executá-la com respeito aos demais.
[6] LOCKE, John. 1993a [1690]. Two Treatises of Government. Ed. Peter Laslett. Cambridge: Cambridge Univ. Press. Trad. de Júlio Fisher: Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes, 1998. xiii.149; trad. modificada.
[7] Note contudo a flagrante contradição lógica nisto: um monopólio forçado da segurança e da justiça jamais poderá garantir a propriedade privada, pois, barrando a entrada de concorrentes, ele vai arbitrar unilateralmente e sem restrições o preço de seus serviços que terão que ser obrigatoriamente pagos. Isso significa que ele, por definição mesmo, já inicia todo o processo roubando os cidadãos. Assim, um protetor monopolista é sempre um expropriador, uma contradição em termos. Nas palavras de Walter Block, em “National Defense and the Theory of Externalities, Public Goods, and Clubs”:
“Argumentar que um governo cobrador de impostos pode legitimamente proteger seus cidadãos contra agressão é cair em contradição, uma vez que tal entidade inicia todo o processo fazendo exatamente o oposto de proteger aqueles sob seu controle.”
[8] No artigo “Por que devemos rejeitar a política” eu discuto o fracasso e a imoralidade da política partidária e dos meios políticos em geral.
[9] Para uma outra abordagem para a justificação do homesteading, utilizando o conceito de Ética da Argumentação, veja o meu artigo “A ética argumentativa hoppeana”.
[10] Franz Oppenheimer, The State (New York: Vanguard Press, 1926) p. 15.
[11] As posses previstas no Tratado Antártico se limitam a fins pacíficos, com ênfase na atividade científica, sendo vedada a realização de explosões nucleares e o depósito de resíduos radioativos. O Tratado determinou que até 1991 a Antártida não pertenceria a nenhum país em especial, embora todos tivessem o direito de instalar ali bases de estudos científicos. Na reunião internacional de 1991 os países signatários do Tratado resolveram prorrogá-lo até 2041.
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2019.02.04 20:08 The_Force_Within Comunicado de Jair Bolsonaro ao congresso

Senhoras e Senhores Congressistas,
O Governo brasileiro vem ao Parlamento – na abertura deste ano legislativo – trazer uma mensagem de esperança. A esperança de que falo é a esperança da atitude e da liberdade. Falo, ainda, da resistência de um povo, de uma Nação.
O Brasil resistiu a décadas de uma operação cultural e política destinada a destruir a essência mais singela e solidária de nosso povo, representada nos valores da civilização judaico-cristã. Esse processo começou pela dominação cultural nos espaços de formação e informação, passou pela ocupação do poder nas estruturas públicas e instituições e, por fim, chegou ao próprio Governo.
O Estado foi assaltado. O Erário foi colocado à disposição de tiranetes mundo afora. E a democracia ficou vulnerável diante de tamanha dilapidação moral e ética. Os brasileiros, especialmente os mais pobres, conhecem o resultado da era que terminou: a pior recessão econômica da história nos foi legada. Treze milhões de desempregados! Isso foi resultado direto do maior esquema de corrupção do planeta, criado para custear um projeto de poder local e continental.
O combate à miséria foi limitado à maquiagem nos números. Indicadores foram alterados para fins de propaganda, sem implicar melhoria nas condições de vida da população.
A criminalidade bateu recordes, fruto do enfraquecimento das forças de segurança e de leis demasiadamente permissivas. O governo de então foi tímido na proteção da vítima e efusivo na vitimização social do criminoso. A mentalidade era: quem deve ir para o banco dos réus é a sociedade.
Isso acabou! O Governo brasileiro declara guerra ao crime organizado. Guerra moral, guerra jurídica, guerra de combate. Não temos pena e nem medo de criminoso. A eles sejam dadas as garantias da lei e que tais leis sejam mais duras. Nosso governo já está trabalhando nessa direção.
Os mais vulneráveis foram os que mais sofreram com a degradação da segurança. Mulheres, crianças, pobres e negros eram objeto de discurso, mas não de políticas consistentes de proteção. Não vamos descansar enquanto o Brasil não for um país mais seguro, em que as pessoas possam viver em paz com suas famílias.
Nas relações internacionais, o Brasil deu as costas para o mundo livre e desenvolvido. Na saúde, o povo foi abandonado e os índices de mortalidade infantil voltaram a subir, depois de décadas de queda.
O meio ambiente virou bandeira ideológica, prejudicando quem produz e quem preserva – que, diferentemente do que se prega, são as mesmas pessoas. De novo: mais um objeto de discurso, que, na prática, ficou desprotegido.
O Estado sobrepõe dezenas de estruturas de fiscalização, inibe quem quer produzir, mas não conseguiu coibir a tragédia de Brumadinho. Aproveito para enfatizar que continuaremos empregando toda nossa energia para dar suporte às famílias, para melhorar o modelo de fiscalização de barragens e para colaborar com as investigações. Não é com um Estado mais pesado que vamos resolver e, sim, com um Estado mais eficiente.
A propósito disso, cito outra herança: o aumento do custo Brasil. Com carga tributária impeditiva, modais logísticos insuficientes e burocracia paralisante, formou-se uma combinação que – além de não proteger o meio ambiente – destruiu nossa produtividade e nossa competitividade.
Nosso país, de dimensões continentais e com uma população plural e de espírito livre, rejeitou essa forma de governar. Caiu por terra a mentira. E eis que vimos nascer a verdade e a esperança de quem segue em frente.
É fato que essa nova esperança se materializou em 2018. A esperança do trabalhador, do empreendedor, do cidadão do Brasil mais profundo, de todos que lutam de sol a sol para proteger suas famílias e serem felizes.
Nós – Executivo e Legislativo – temos grandes responsabilidades. A concretização dos nossos sonhos começa por acreditar mais no Brasil e nos brasileiros do que nas soluções de Brasília. É verdade! E, acima de tudo, não esquecer: governamos para Sua Excelência, a população brasileira!
É hora de a Administração Pública voltar a SERVIR, a resolver os problemas da Nação. É isso que significa dizer “mais Brasil, menos Brasília”. O Estado brasileiro, ao longo do tempo, foi se voltando muito para si e pouco para a sociedade. É uma máquina que se retroalimenta e não percebe os anseios das pessoas, especialmente dos mais necessitados. O Brasil precisa voltar seu olhar para a vida real. Afinal, o Estado deve estar a serviço da sociedade, e não o contrário! A realidade acontece nos Municípios, nos mais de cinco mil rincões de vários sotaques que moldam a Nação brasileira.
Logo, a mudança que queremos – e precisamos – passa pela união das pessoas de bem, pela coragem dos que conosco irão resistir a todos os ataques que virão pela frente. Passa não só pela escolha de Ministros, com trajetória de serviços prestados à Nação, como também pelos representantes escolhidos pela população brasileira.
Portanto, Senhores Congressistas, para construir uma nova esperança ao lado das senhoras e dos senhores, antes o nosso Governo precisa deixar claro o que rejeita. Para saber por onde queremos ir, é preciso primeiro entender o caminho que se deve evitar. E nós – como a imensa maioria dos brasileiros – rejeitamos as ditaduras, a opressão, o desrespeito aos direitos humanos. Rejeitamos, também, os modelos que subjugam o Poder Legislativo e os demais Poderes, seja por corrupção, seja por ideologia, ou ambos.
Rejeitamos, ainda, a perseguição à oposição, a quem pedimos apenas: respeito ao País e dignidade no exercício de seu legítimo papel.
Olhar para trás e ver o que está errado faz parte do aprendizado para o futuro. Mas, feito isso, é hora de olharmos para frente e levar o Brasil adiante!
Um país só é livre se livre é seu Parlamento. Se respeita e zela pela Constituição. E um País só é desenvolvido se o seu Parlamento tem responsabilidade com a evolução, com a transformação e com o progresso. É hora de evoluirmos juntos – política e institucionalmente. É o mínimo que cada um de nós, depositários da esperança, deve ao povo brasileiro.
Os primeiros passos dessa esperança concreta já estão sendo dados, tanto no ambiente interno quanto no externo. O Brasil volta a ser olhado pelo mundo como um lugar seguro para investir, repleto de oportunidades. E mais do que isso: nossos empreendedores começam a recuperar coragem para gerar emprego e renda. Os níveis de confiança melhoraram, a taxa de investimento parou de cair, os postos de trabalho voltaram a ser criados e a renda real das famílias começou a dar sinais de melhora.
Estamos conscientes – nós e todos os formadores de opinião responsáveis –: o grande impulso deste novo ambiente virá com o projeto da Nova Previdência. Estamos concebendo uma proposta moderna e, ao mesmo tempo, fraterna, que conjuga o equilíbrio atuarial, com o amparo a quem mais precisa, separando “previdência” de “assistência”, ao tempo em que combate fraudes e privilégios.
A Nova Previdência vai materializar a esperança concreta de que nossos jovens possam sonhar com seu futuro, por meio da Poupança Individual da Aposentadoria, um dos itens que está sendo formulado. É uma iniciativa que procura elevar a taxa da poupança nacional, criando condições de aumentar os investimentos e o ritmo de crescimento. É um caminho consistente para liberar o País do capital internacional.
Ao transformar a Previdência, começamos uma grande mudança no Brasil. A confiança sobe, os negócios fluem, o emprego aumenta. E eis que se inicia um círculo virtuoso na economia. Não tenham dúvida disso!
Essa é uma tarefa do Governo, do Parlamento e de todos os brasileiros. Mas, é claro, temos outros desafios igualmente importantes. Nossa educação, muitas vezes transformada em espaço de doutrinação ideológica, precisa resgatar sua qualidade. Os pais do Brasil querem que seus filhos saibam português, matemática, ciências, que saibam ler, escrever, evoluir por suas próprias pernas. E que as minorias e as diferenças sejam respeitadas em ambiente acolhedor, afetivo e fraterno.
Nosso governo quer recolocar o aluno no centro do projeto educacional, a partir de professores respeitados e valorizados. É nesse ambiente de liberdade que queremos desenvolver nossas crianças. E é LIBERDADE que queremos oferecer também a quem trabalha, a quem empreende, a quem investe. Queremos abrir o Brasil para as parcerias com a iniciativa privada, seja de capital nacional, seja de capital externo – desde que se cumpram as exigências legais.
Vamos defender sempre a liberdade de opinião, de crença, de imprensa, de manifestação religiosa, de pensamento!
Temos uma equipe de Ministros e técnicos altamente qualificada. Um time de ponta! Queremos transformar o País a partir de estudos sólidos e fundamentados que estão sendo elaborados pelos Ministros em suas respectivas áreas. Juntamente com o Congresso Nacional, vamos resgatar o Brasil!
Já somos um grande País. Iremos, juntos, transformar esse País em uma grande Nação: Pátria Amada, Brasil!
Muito obrigado!
Jair Messias Bolsonaro
Presidente da República
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2019.01.07 15:33 DarkNightSeven Carta aberta para a ministra Damares Alves, de uma professora que foi agredida durante o exercício de sua profissão - vale a leitura

CARTA ABERTA A DAMARES ALVES, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS
Senhora Ministra, ontem eu também fiz brincadeiras em decorrência do seu polêmico vídeo. Brincadeiras e deboches também são formas de resistência. Sua postura e suas falas, entretanto, exigem uma análise séria e demandam respostas. Há tempo observo seus vídeos que circulam na Internet e, como professora, sinto-me profundamente ofendida e humilhada. Venho percebendo seu empenho em colocar a sociedade contra a educação brasileira e seu magistério. Para ilustrar o que afirmo, além dos links de dois vídeos que seguem abaixo deste texto, vou citar algumas das suas afirmações que me têm deixado triste e profundamente revoltada. Sobre o famoso “Kit Gay”, Senhora Ministra, que jamais existiu e a senhora sabe disso, tratava-se na verdade, do “Projeto escola sem homofobia”, que seria voltado para os professores, não para os alunos. Nesse projeto, sequer havia o livro “Aparelho sexual e Cia”. Projeto esse que foi vetado pelo governo federal em 2011, devido ao fato de ter sido alvo de críticas dos setores conservadores, os quais a senhora faz parte. Aproveito para alertar que muitas das escolas brasileiras, sequer possuem biblioteca, a minha é uma delas. O que temos, no momento, é uma Kombi doada pela comunidade escolar e transformada em biblioteca através de um projeto meu.
Frequentemente a senhora usa suas falas, nos púlpitos das suas igrejas, para denegrir o trabalho dos professores e para nos colocar como responsáveis pelos problemas de uma geração, inclusive nos ataca como agentes de “perversão” e “doutrinação”. Em um dos seus vídeos, a senhora menciona um material que supostamente faria apologia ao sexo com animais. Senhora Ministra, talvez a senhora não conheça muito bem a regulamentação do exercício do magistério.
Nós, professores, somos fiscalizados pelos nossos superiores: coordenação, direção e secretarias de educação. Os materiais que utilizamos, os livros escolhidos e até mesmo as nossas provas, são analisadas e aprovadas pelas instâncias superiores antes que cheguem aos os alunos. Nesses vídeos a senhora também se refere a um “suposto projeto” de 2004 e com tom irônico, a senhora fala: “Não posso falar o nome da prefeita, não posso falar que ela é do PT e também não posso falar que foi esposa do Suplicy, mas juntamente com o grupo GTPOS, ela gastou mais de dois milhões de reais num programa”. Programa esse, ao qual a senhora afirma ter sido atribuída a função de promover, nas creches, o incentivo a ereção e masturbação de bebês de sete meses. Com essa sua fala, a senhora coloca os pedagogos e pedagogas que trabalham com a educação infantil na condição de criminosos, mais do que isso, na condição de doentes pervertidos. Meus colegas pedagogos, senhora ministra, que tão atenciosamente cuidam das nossas crianças e neste momento abro um parêntese para lembrar a heroica professora Helley Abreu Batista que morreu, com 90% do corpo queimado, após retirar seus alunos de um salão em chamas e de lutar contra o vigilante que ateou fogo à creche, em Janaúba, norte de Minas Gerais, em 2017. Meus colegas pedagogos, senhora ministra, jamais cometeriam esse crime, nem mesmo sob tortura. A senhora, nos seus ataques, sempre focou a educação e o magistério brasileiro, esse foco não é inocente, é estratégico.
Desmoralizar, humilhar, deslegitimar e demonizar os professores, colocar a sociedade contra nós e contra a educação, só nos enfraquece ainda mais. Como se já não bastassem nossos baixos salários, a falta de condições estruturais, a ausência e a falta de incentivo a bons cursos de formação continuada. Como se já não bastasse o desrespeito e a violência com que somos tratados em nossos atos de protesto, paralização e greve, enquanto políticos protegidos e aquartelados, debocham das humilhações das quais somos vítimas. Ao nos enfraquecer, a senhora enfraquece a educação e isso lhe é extremamente útil e providencial. Um povo sem acesso à educação de qualidade é muito mais fácil de “doutrinar”, de transformar em “ovelhas”, em “inocentes úteis” e nós sabemos muito bem onde, verdadeiramente, vem ocorrendo a “doutrinação” no Brasil e sob que circunstâncias e métodos.
Vou falar brevemente, Senhora Ministra, sobre o que fazem os professores para muito além das suas atribuições. Somos nós que, na maioria das vezes, descobrimos quando um aluno possui deficiência visual, porque na sala de aula temos parâmetros de comparação. O aluno está sentado na mesma distância do quadro em que estão seus colegas, mas franze a testa, comprime os olhos. Somos nós que chamamos os pais e alertamos. Muitas vezes, Senhora Ministra, somos nós que percebemos um problema mais grave. Nossos olhos treinados e experientes conseguem detectar o aluno ou aluna que se isola, nega-se a realizar trabalho em grupo, não participa do recreio, tende a ficar no mesmo lugar e realizar movimentos repetitivos com o corpo. Somos nós que alertamos os pais e depois da avaliação médica, enquanto a família vive o luto de um diagnóstico de autismo, por exemplo, nós professores seguimos trabalhando métodos e estratégias para incluir esse aluno da melhor forma possível.
Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”. Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado. Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende. O que a senhora propaga e demoniza como sendo “ideologia de gênero”, na realidade do chão da sala de aula, Senhora Ministra, é a exigência do respeito, é o cuidado para com todos os alunos, é a luta contra o bullyng que pode destruir emocionalmente um aluno e até levá-lo ao suicídio, é a educação contra a cultura do estupro e do machismo. Nós enfrentamos salas de aulas superlotadas, lidamos com as particularidades de cada aluno e incentivamos o respeito para com todos, sem o qual, não seria possível ministrar uma aula. Somos nós, Senhora Ministra, que percebemos pela postura corporal, pelo silêncio, pelo olhar triste de quem suplica por socorro, quando uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual, violência essa, normalmente sofrida no seio da “família tradicional”. Somos nós, Senhora Ministra, que conversamos com essa criança, que ouvimos o relato do seu sofrimento, que tomamos as providências, que chamamos o conselho tutelar e somos nós que acompanharemos essa criança ou adolescente com atenção e cuidado redobrados. Finalmente, Senhora Ministra, são inúmeras as nossas atribuições, as quais nos entregamos com amor e seriedade, respeito para com nosso diploma, para com nosso juramento e para com a instrução conquistada através da disciplina, do estudo e da leitura que, certamente, não foi adquirida no espaço do whatsapp.
Somos nós, professores, que olhamos, cuidamos, educamos, instruímos e ensinamos as crianças e jovens deste país. Somos nós que protegemos essas crianças e jovens quando a família falha e quando o Estado falha. Esta minha carta aberta tem dois objetivos: pedir-lhe mais respeito para com a classe do magistério. Venho também, oferecer-lhe um conselho, desça dos seus delírios fakes, Senhora Ministra, pise no chão e encare a realidade. Porte-se com a seriedade que a importância do seu cargo exige. Deixe assuntos fúteis como cor de roupa adequada para seus colóquios no púlpito da igreja, No exercício da sua atual função como ministra, olhe para o magistério brasileiro com olhos da verdade. Olhe pelos quase seis milhões de crianças sem o nome do pai nos seu registro. Encare a quinta maior taxa de feminicídio no mundo e que vem aumentando assustadoramente, alimentada pela cultura do machismo e da violência. Olhe para os milhões de mulheres que, longe da família tradicional, criam seus filhos sozinhas e com dignidade. Olhe para as crianças e jovens que estão nas ruas, Senhora Ministra. Lembre-se que essas crianças não se perdem na rua, foram perdidas dentro de casa, no seio das famílias tradicionais ou não e negligenciadas pelo Estado, as ruas apenas as adotam. Olhe para os LGBTs e às violências que têm sido vítimas. O Brasil é o país quem mais mata LGBTs no mundo e temos visto esse número aumentar, incentivado pela cultura da intolerância.
A senhora deve estar se perguntando: “Quem é essa professorinha petulante que me escreve essa carta aberta?” Vou facilitar para a senhora, vou me apresentar. Sou Marcia Friggi, poeta e professora de Língua Portuguesa e Literatura do Estado de Santa Catarina. Exerço meu cargo após ter sido aprovada em concurso público, submetida a rigorosos exames médicos periciais, além de ter passado pelos três anos de estágio probatório. Sou aquela professora que foi violentamente agredida por um aluno em 2017, caso que teve repercussão nacional e internacional. Sou a professora que, após violência física, sofreu linchamento virtual por parte dos que comungam das suas ideias. A professora que teve sua imagem com o rosto ensanguentado, usada sem autorização, pelos mesmos que me atacaram virtualmente, para promover a campanha política eleitoral do seu candidato. Naquele período, visitei o inferno e sobrevivi. Sobrevivi à depressão, à fobia social, a crises de ansiedade, à insônia e à vontade de morrer. A tudo isso, talvez se deva a minha ausência de medo. Eu não tenho medo porque sou uma sobrevivente, porque na minha casa não há uma agulha sequer que não tenha sido comprada com o suor do trabalho honesto. Não tenho medo porque não ocupo e nunca ocupei cargo comissionado. Não tenho medo porque nunca dependi de favores políticos. Não tenho medo porque pelas minhas mãos jamais passou dinheiro público. Finalmente, Senhora Ministra, não tenho medo porque se ao seu lado está o governo atual e suas “ovelhas”, do meu está o mundo. Do meu lado está um mundo inteiro que não aceita mais retrocesso. Um mundo que deseja respeito para com todas as pessoas. Um mundo que não aceita mais discriminação, intolerância, preconceito, machismo, homofobia, xenofobia. Um mundo que deseja que uma mulher possa terminar uma relacionamento sem ser agredida ou morta. Um mundo que respeita a vida e a natureza. Um mundo que se pretende mais humano, justo e igualitário. Não tenho medo, Senhora Ministra, porque minha militância pelas causas que considero justas sempre foram exercidas nas ruas e no espaço virtual, nunca na sala de aula. Não tenho medo, Senhora Ministra, porque sou adepta da paz e minha única arma é a palavra e é dela que venho me utilizando como um instrumento de amor à vida, à liberdade, à arte e à resistência. Já participei de algumas coletâneas como escritora, minha última participação foi no “Mulherio das Letras”, o que muito me honra. Neste ano de 2019, lançarei meu primeiro livro de poesia, no qual estão muitos dos meus poemas de cunho social e resistência. Está também, entre meus projetos mais importantes, o livro sobre “denúncia dos flagelos que sofre o magistério brasileiro”, o qual percebo de suma importância, considerando os constantes ataques e humilhações a que somos submetidos. Ainda nos veremos, Senhora Ministra, nas batalhas pacíficas da vida, das quais eu jamais fugi.
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